Amor who?!
by Melanef on Nov.24, 2009, under 'Bout Me
Andei pensando. “Ok, agora conta a novidade.” O que é mesmo o amor, hein? O que eu disse que era? Ah sim, respeito, consideração, mais um punhado de características furadas. “Ok, esse é o fraterno. E o ‘outro’?” Mas… tem outro? Não é só a mesma coisa só que acompanhada de … ahm … paixão, ou algo assim?
Pois bem, sempre achei que sim. Mas e se não for? Quer dizer, parte-se do princípio que em uma relação, pelo menos nos moldes tradicionais, deve haver a lealdade. Até aí, tudo ok, não passa de um acordo entre ambas as partes. Mas não deveria ser o tal “amor” responsável por isso? Quer dizer, deveria ser algo indolor e sem privação, né?
O tal “amor” deveria ser o sentimento capaz de me suprir plenamente em todas as necessidades de forma que eu não precisasse procurar nada em outra pessoa. Isso vale, em teoria, para qualquer necessidade, seja afetiva, seja carnal (éca, odeio essa palavra), seja como for. Acho que esta seria a solução ideal para o paradigma da “traição em pensamento”. Do mesmo princípio, nasce também a idéia de que a coisa seja infinita, ou eterna, já que uma aresta deve aparar a outra, e portanto, nesse troca-troca de suprimentos de carências, deve-se também cobrir qualquer falha que o outro tenha.
Se for assim, peço desculpas aos amigos leitores, mas podem, por favor, ignorar tudo que eu disse até então nos posts anteriores. Tudo isto que senti não passou de paixão. Isso, paixãozinha aguda sem graça e sem vergonha. Muitas delas. Começo a supor nunca ter amado. Será? Bem provável que sim. Minto. Quase certeza. Afinal, em todas as vezes, me privei, muito mais por conta do meu carácter do que por vontade espontânea, de olhar uma bela mulher ou cortejar uma que “desse mole”, ou ainda quando a coisa começava a apertar nesse caminho, terminei a relação. E eis a questão: será que nunca amei? Você já amou? Será que alguém amou? Será que idealizo o amor? Será que estou pensando uma utopia linda e impossível?
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- 24 November, 2009 @ 21:02 por Melanef

November 24th, 2009 on 9:18 pm
Amor fino: “Amo porque amo…e amo para amar” (Antonio Vieira)
November 24th, 2009 on 9:54 pm
Caro amigo. Todos idealizamos o amor. E sinceramente é extremamente complexo o tema. Impossivel saber quando é amor e quando nao é pois no calor dos sentimentos afirmamos com certeza que sim mas depois com a razão em jogo percebemos que nao passou de um mero estado de paixão( ou menos so atração ou ainda comodismo)….
Mas ainda sim so romantica e acredito nessa utopia linda e impossivel
^^
November 24th, 2009 on 10:04 pm
Dificil isso… talvez seja porque não a conhece a tempo suficiente, talvez porque não a ame a ponto de. O fato de ela não suprir todas suas necessidades (não sei se é isso que entendi) da vida, é porque nós não vivemos apenas só pelo amor, há muitas outras coisas que nos envolvem.
Amor é muito complexo de definir, não?!