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	<title>Palavras Pingadas</title>
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	<description>Pingos de uma torneira quebrada que não pára...</description>
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		<title>Amanhecer</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 01:11:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não, eu não escolhi este título para homenagear o novo filme/livro da série Crepúsculo. Escolhi porque os dias vinham sendo escuros e agora parece que estão ficando melhores, como se a alvorada estivesse se aproximando. Filosófico? Talvez. Quem acompanha já sabe, só pelas linhas acima o que ta acontecendo. Se sabe, ótimo, se não sabe, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não, eu não escolhi este título para homenagear o novo filme/livro da série Crepúsculo. Escolhi porque os dias vinham sendo escuros e agora parece que estão ficando melhores, como se a alvorada estivesse se aproximando. Filosófico? Talvez.</p>
<p>Quem acompanha já sabe, só pelas linhas acima o que ta acontecendo. Se sabe, ótimo, se não sabe, aguarde.</p>
<p>A verdade é que os dias vinham sendo negros por causa da faculdade. To cansado do curso, to cansado de tudo. Sim, de tudo. E venho me segurando a um tempão para não postar um texto que não acrescente nada, e cá estou eu. Fazendo o que, mesmo? Postando um texto que, sem dúvida, não acrescentará nada na vida de vocês.</p>
<blockquote><p>C&#8217;est la vie.</p></blockquote>
<p>A vida <span style="text-decoration: line-through;">está</span> estava uma bosta. Eu tava cansado de tudo, do trabalho, da maldita vida, da onda de frio, da onda de calor, da onda de temperaturas mornas, da doença, da saúde, da faculdade, da solidão, da companhia (quando não a que eu realmente desejava). Estava cansado de tudo e de todos, e juro que mais de uma vez o chão me pareceu tentador quando olhei para baixo da sacada do sexto andar da Barão de Limeira, 425.</p>
<p>Não está mais? Não. Por quê?! Ah! porque agora tudo são flores. Estou à beira das minhas férias do trabalho. Merecidas. Ansiadas. Conquistadas. Férias. Da faculdade, desde doze de Junho. Do trabalho, a partir de cinco de Julho. Porque se tudo der certo, terei me firmado como quem sou mesmo temendo não ser mais eu mesmo. Porque se tudo der certo, terei tudo o que sempre quis e que apareceu quando eu menos esperava. Quem diria?!</p>
<p>Agora eu quero mais é viver até ficar velho. E quero ter sucesso e quero me dar bem. Por quê?! Porque agora tenho o que sempre senti falta, porque não sei mais omitir aquele sorriso besta que percorre o meu rosto quando sinto um determinado perfume na camisa ou ouço uma determinada música. E temo que não me recuperarei nunca deste sorriso besta quando passo por aquele lugar.</p>
<p>Note que o meu texto não tem a menor qualidade hoje. Por quê?! Porque estou caindo em contradição e fazendo justamente o que disse para meu amigo não fazer: escrever sem propriedade. Antes eu não escrevia porque me sentia vazio. Agora me sinto &#8220;cheio&#8221; do que colocar aqui mas não sei canalizar. Então, você, leitor desavisado que já leu seis parágrafos de enrolação, pare enquanto é tempo, este texto não o levará a lugar algum a não ser à uma idéia (note que estou usando IDÉIA) que nem sequer sabemos se existe. Mas adoramos acreditar que sim.</p>
<p>Porque afinal, o que é o amanhã se não um dia que brota depois de hoje? E se o sol não nascer, o que acontece? Bem, o sol nascer, o amanhecer, é o início de um novo dia. No meu caso, o início de uma nova página. Nem que seja porque estou prestes a ter férias e isso representa o fim de um ciclo para relaxar e me preparar para o próximo, nem que seja porque estou apaixonado, o que é sempre um ciclo na minha vida.</p>
<p>E se você chegou até aqui, das duas uma: ou não está prestando a atenção, ou não liga para os meus avisos. Essa idéia de conversar com o leitor é nova para mim, mas gostei, se o que preciso é divagar um pouco, divago deixando vocês (pensarem que estão a) expressar a sua opinião e compartilhá-la comigo.</p>
<p>Ontem um amigo meu bateu numa tecla que eu SEMPRE bato. Que não importa o que aconteça na vida, a gente continua insatisfeito com algo. SEMPRE haverá algo lá para nos incomodar. Porque nós somos orgulhosos, somos espécimes orgulhosos de, como diz Douglas Adams, termos descido das árvores. Sou sim, e daí?! Já disse: sou filho único, (razoavelmente) bem sucedido, por que não me orgulhar?!</p>
<p>Mas o que ia dizendo?! Ah sim! Ia dizendo que nunca estamos satisfeitos. Porque somos orgulhosos e ambiciosos. Sim, já disse, a ambição é a máquina do progresso. E eu com isso?! Ah! Eu com isso que meu amigo me disse isso, essa obscenidade descarada da sociedade justamente no dia que, pasmem, EU, me sentia (sinto ainda :$) absolutamente pleno e realizado e feliz. Por quê?!</p>
<p>Porque o mundo gira, gira, gira, e a gente vive a nossa vida de merda, mas mesmo assim mantém viva aquela porcaria de esperança (porra, Pandora!), e o grande problema é quando a gente percebe que na verdade, é bom estar vivo, já que a esperança concretizou-se.Sim, disse antes: agora sinto vontade de viver até ficar velho, popular este mundo ingrato de herdeiros da minha vã filosofia, de criancinhas carregando meus genes. Porque eu quero sobreviver para continuar degustando. Quero me manter vivo, nem que seja através de outros, para aprecisar tudo aquilo que negligenciei enquanto estava ocupado buscando algo dentro de mim mesmo. Agora achei e quero degustar. Garçom, me vê mais um pedaço dessa de &#8230; &#8230; &#8230; que sabor é esse aí na bandeija mesmo? Não interessa, traz!</p>
<p>E é isso, chega, já foram, segundo as contas do WordPress, 852 palávras, e sabe-se lá quantas ainda estão pela frente até eu finalmente apertar a tecla do Ponto Final e clicar em &#8220;Publish&#8221;. Tenham todos uma boa vida, sejam felizes, reproduzam-se. Enfim, vivam! Desligue esse computador e vá ao parque. Ou não, leia mais textos e renda-me mais cliques (como se eu ganhasse alguma coisa).</p>
<p>E é fim.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>1 July, 2010 @ 22:11 por Melanef</li>
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		<title>Narcisismo</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 02:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nunca ví o movimento aqui tão intenso. E ficou intenso desse jeito por causa do formspring. Ao que parece, os queridos anônimos que me perguntam lá vêm aqui de vez em quando para ler o que escrevo sem ninguém perguntar. O formpsring, ah, o formspring! Há pouco mais de um mês aderi ao tal do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca ví o movimento aqui tão intenso. E ficou intenso desse jeito por causa do formspring. Ao que parece, os queridos anônimos que me perguntam lá vêm aqui de vez em quando para ler o que escrevo sem ninguém perguntar.</p>
<p>O formpsring, ah, o formspring! Há pouco mais de um mês aderi ao tal do formspring. Interessante. Pessoas te perguntam. Você responde se quiser. Responde o que quiser. Enfim, uma forma interessante de conhecer pessoas e se conhecer. Admito. Admito que fiquei viciado nisso. Sim, é verdade! A primeira coisa que faço quando chego a algum lugar com acesso à internet é checar se há perguntas pendentes de serem respondidas. Acho que isso porque acabei me encantando com as pessoas anônimas.</p>
<p>Pessoas anônimas que entram na sua vida por uma porta extremamente alternativa. Pessoas anônimas que te despertam uma curiosidade imensa! Pessoas anônimas que podem alegrar o seu dia só por fazer uma pergunta. Porque quando alguém me faz uma pergunta, eu me permito imaginar que tem alguém que se interessa(ou) por mim. Porque afinal, se não se interessasse não perguntava, certo?! Eu penso dessa forma, e é esse o magnetismo que os anônimos exercem sobre mim.</p>
<p>Acontece que os anônimos são pessoas. Sim, claro que são pessoas. E todas as pessoas são capazes de mudar a sua vida se fizerem isso da forma correta.Pois é. Mudaram a minha vida. Há oito dias, a essa hora, estava indo dormir encantado porque uma pessoa entrou na minha vida.</p>
<p>Claro que criam-se um zilhão de expectativas. Como não esperar algo?! O pior é essa idéia de &#8220;manter o anonimato&#8221;. Mas aos poucos a gente vai descobrindo, e zas. Eu ousaria dizer que o impacto inicial da coisa, quando tudo era novidade e tudo era muito mais idealização do que certeza, que eu era um destes sorridentes que tem por aí.</p>
<p>É, sabe?! Bem, não sei onde você vive, mas aqui temos alguns sorridentes. São pessoas que não tem motivo algum para tal, mas estão sempre com um meio-sorriso estampado na cara. Chega a dar raiva. Não, raiva não. Inveja. É a mesma coisa que a gente sente quando vê um casal feliz da vida trocando carícias. Dá inveja. Uma invejinha boa e ruim ao mesmo tempo. Mas enfim, na segunda feira eu me sentia um desses sorridentes. De forma que quando desembarquei do metrô e caminhava em direção à escada &#8220;convencional&#8221; da estação Consolação, eu poderia jurar que estava flutuando. Eu flutuava, de tão leve que me sentia, e simplesmente passava através das pessoas que acumulavam-se diante das escadas rolantes tentando obter uma boa posição na &#8220;fila&#8221;.</p>
<p>Claro que em algum momento há um balde de água fria que nos coloca nos nossos devidos lugares, mas isso não é ruim, de forma alguma, serve para aprendermos a nos controlar.</p>
<p>A grande novidade, é que nesse meio tempo, me apaixonei por uma pessoa nova, descobri coisas novas, conheci um pouco mais de mim mesmo e voltei a me apaixonar pelas pessoas velhas. Com isso não quero dizer que dei uma volta de 360 graus. Não, de forma alguma. Apenas que tive uma oportunidade de ver as coisas com uma nova perspectiva.</p>
<p>Essas semanas têm sido tempos confusos. Tudo muito confuso. Mais do que eu gostaria. Mais do que eu desejaria a qualquer um. Estão sendo tempos de rever pessoas que pensei ter deixado para trás. Tempos de saber de coisas sobre pessoas que pensei ter superado. E não. Não deixei para trás, não superei.</p>
<p>Às vezes, em momentos de lucidez extrema, noto que o meu grande mal é ainda não ter aberto mão de tudo e de todos por alguém de fato. Ou talvez isso seja um trunfo porque talvez a pessoa e a ocasião ainda não apareceram. Mas a verdade é que continuo querendo todo o mundo, enquanto não acho quem me queira aqui e agora. Não alguém que me quer lá na puta-que-pariu nem alguém que me queira daqui a cinco anos. Nem alguém que me queira mas que eu não quero. Sim, sou exigente. Quero alguém que me queira, dentre as pessoas que quero, mas que me queira aqui e agora. Por quê?!</p>
<p>Ah, esse é o xis da questão! Porque eu ainda não desisti de mim mesmo. Eu ainda ME quero! Eu ainda quero com toda a minha disposição e toda a minha força.</p>
<p>Outro dia, vislumbrei os primeiros versos de The Deepest Blues are Black, do Foo Fighters. Eu tenho essa faixa há 5 anos e só agora me deparei com tudo o que ela diz nos primeiros versos: &#8220;Shame on you/seducing every one&#8221;. Mas olha aí! Está falando de mim! Sou eu. &#8220;Que vergonha de você, seduzindo todo o mundo&#8221;. Já ouvi isso antes, já escrevi isso antes. Acho que agora entendo. E para mim, os azuis mais escuros são mesmo pretos.</p>
<p>Eu amo a mim mesmo. Estou apaixonado por mim. E por isso, quero me presentear. Mas poucos presentes estão disponíveis ou são bons o suficiente. Por isso sigo buscando ou tentando obter o presente ideal para dar a mim mesmo. Para conquistar a mim mesmo. Para obter a minha própria aprovação, ou chame de aceitação. Eu quero a mim mesmo. Um MIM que foi perdido há algum tempo, não sei bem quando, não sei bem porque, nem me recordo de um dia ter tido este MIM. Mas o quero, mas o amo, mas o cobiço.</p>
<p>Mas o terei. Custe o que custar. Porque só eu vivo a minha vida; só eu convivo com as minhas angústias, alegrias e frustrações; só eu sou vítima das minhas escolhas e só eu tenho o direito. De ser. Feliz.</p>
<p>Boa noite, fiquem em paz. Não me levem a mal. Continuo amando a todos os que amo. Só significa que eu me coloco SIM em primeiro lugar. Porque para mim, eu sou a única pessoa que posso chamar de meu.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>26 April, 2010 @ 23:39 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>26 April, 2010 @ 23:38 por Melanef</li>
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		<title>Sabe como é?!</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 03:23:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É que &#8230; é que não adianta. Não tem como explicar. Deitado na cama, ao som de Yann Tiersen porque ele entende das coisas, acabo de satisfazer a minha necessidade serotonina através de uma barra do mais puro chocolate Kopenhagem. Bem &#8230; eu vinha e pensei que precisava postar algo. Preciso. Quero. Anseio. Desejo. Sonho. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É que &#8230; é que não adianta. Não tem como explicar. Deitado na cama, ao som de Yann Tiersen porque ele entende das coisas, acabo de satisfazer a minha necessidade serotonina através de uma barra do mais puro chocolate Kopenhagem.</p>
<p>Bem &#8230; eu vinha e pensei que precisava postar algo. Preciso. Quero. Anseio. Desejo. Sonho. Estou faminto. Por um post. Para saber. O que houver. Para saber. A respeito de como eu estou. Postar sobre o que mesmo? Sobre angústias. Para variar. Porque não tem tema mais batido e rebatido e debatido e discutido neste blog. Ah, a angústia.</p>
<p>Não sei qual era o papo, mas chegamos ao filme e citei: Amelie Poulain. E a pessoa não desperdiçou, acusando-me de crer ter um futuro como o dela. E afinal, por que não? Será que o estado de felicidade da personagem é tamanho ao final da película que não podemos sonhar com algo assim também?! Ou isso ou &#8220;Stranger than Fiction&#8221;. O que impede?! Existe alguma lei e ninguém me avisou?</p>
<p>Há alguns meses que estou re-lendo o Senhor dos Anéis. Acho que quase dois ou talvez mais que dois, não estou certo. Havia me esquecido de como Mordor é longe, como o Retorno do Rei é majestoso, como os seres humanos mais diversos são retratados na obra. Meio sem querer. Deus permita a Tolkien descansar em paz sem o fardo de ter julgado os &#8220;pobres&#8221; humanos.</p>
<p>Digo isso porque acho que finalmente me identifiquei com algum personagem. Primeiro, quando o Rei Theoden morre. Não aguentei. Lia na aula. E as lágrimas rolaram face abaixo. Porque a cena é triste demais. Porque logo atrás vem Éowyn. Porque Éowyn é a donzela de Rohan que sempre serviu como pôde. Até que aparece Aragorn.</p>
<p>Parece besta, eu sei. &#8220;Nossa, você se deixou impressionar por essa historinha?&#8221; Veja bem. Aragorn entra na vida da personagem destruindo tudo, aniquilando qualquer coisa à qual ela atribuisse valor antes, devastando as entranhas sentimentais daquela mulher. E o que ela faz? Vitima que é dos próprios sentimentos, não lhe resta nada além de apaixonar-se. E depois que a paixão não se concretiza: o que ela faz?! Deseja a morte com todas as forças. Sorte dela que havia Faramir, o Regente, para resgatar-lhe da Sombra.</p>
<p>A Sombra. Ah, a Sombra. Quem não conhece a Sombra? Não vivo perto de Mordor, nem sequer na Terra-Média, mas conheço a Sombra como poucos. A Sombra. Que me invade a alma, me deixa uma chaga, uma ferida, um vazio. Sem explicação. A única explicação é a própria razão de existir. Porque vivemos por causa desta Sombra. A Sombra é a nossa carrasca e nosso alimento. É nossa dor e nosso gozo. É nosso ganha-pão e nosso vício por jogo.</p>
<p>Porque sim. Porque se não fosse a Sombra, que história haveria para contar?</p>
<p>A Sombra nada mais é do que uma paixão que veio, instalou-se, mas não tem pretensão alguma de partir. Na verdade, tem a ousadia de desafiar-nos dia após dia. Desafia-me a levantar. A sair de casa. A entrar na faculdade. E pior: encarar todas aquelas pessoas. Pessoas por quem eu corro o risco de me apaixonar num segundo. E com sorte desapaixone no segundo seguinte. Porque para um coração cansado como o meu, que já não bate nem apanha (e que Deus a tenha em bom lugar, Cássia [Eller]), a melhor coisa que pode acontecer é deixar que as pessoas que entraram, saiam tranquilamente da sua vida sem maiores atritos.</p>
<p>Aí que está. Deixe as pessoas entrarem e saírem. E que fechem a porta ao saírem. E que não levem nada porque o pouco que me resta aqui me é precioso. E que não destruam nada, seus encrenqueiros! E eu, como fico?! Eu sinceramente quero que vocês se fodam.</p>
<p>Ou talvez eu só diga isso porque quero muito é que uma de vocês, qualquer uma, pessoa candidata a mulher da minha vida, que acabou de entrar, não queira sair. Bata o pé, faça birra, declare amor, dê uma oportunidade, um olhar, um sorriso, respire, isso, assim. Pronto.</p>
<p>O mundo enche-se novamente de luz. Pelo menos enquanto durar. Será lindo enquanto durar. Será eterno enquanto durar. A sua luz. Que um dia vai acabar. Não tenha dúvida. Porque acaba. Ou eu me acostumo. Porque quando a luz deixar de ofuscar. Pff.</p>
<p>Acabou a mágica. Saia da minha vida. Devolva minha liberdade. Você não me dá espaço. Você não me respeita. Você não se respeita. Você não tem vida. Você não me deixa viver a sua vida. Você quer viver a minha vida.</p>
<p>E recomecemos o ciclo. Ou não. Porque também pode ser que você me ofusque para sempre. E aí &#8230; ah &#8230; adeus, Sombra!</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>16 April, 2010 @ 0:23 por Melanef</li>
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		<title>Ambições</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 03:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existem no mundo cerca de três bilhões, trezentos e vinte e seis milhões de seres humanos do gênero feminino, o que representa quarenta e nove porcento da população mundial. Nessa quantidade imensurável de pessoas, me pergunto: Como posso achar a minha (suposta) alma gêmea (se é que tenho uma), no meio de tanta gente? Porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem no mundo cerca de três bilhões, trezentos e vinte e seis milhões de seres humanos do gênero feminino, o que representa quarenta e nove porcento da população mundial. Nessa quantidade imensurável de pessoas, me pergunto:</p>
<blockquote><p>Como posso achar a minha (suposta) alma gêmea (se é que tenho uma), no meio de tanta gente?</p></blockquote>
<p>Porque partimos do princípio de que, se há algo por trás de &#8220;nascer-comer-trabalhar-reproduzir-morrer&#8221;, posso supor que haja lá fora uma alma destinada a compartilhar meia dúzia de momentos bons e ruins comigo, certo? Bem, finge que sim.</p>
<p>Assim sendo, como pode ser possível que eu encontre uma pessoa com essa capacidade (de me aturar a ponto de sobreviver alguns instantes ao meu lado) num montante que equivale à duas Chinas e meia? Quero dizer, qual é o parâmetro?! Devo supor que haja vida inteligente comandando a minha vida de forma a ter planejado tudo assim? Ou será que eu devo partir do princípio caótico de se simplesmente habitarmos o mesmo planeta, ser motivo de glórias?</p>
<p>Quer dizer, como posso me apaixonar ou não por alguém? Quem será que é a pessoa que procuro? Será que é a bonitinha que estava no ônibus agora a pouco? Talvez aquela que desceu pouco depois de eu ter subido? Ou ainda aquela que estava perto da porta, em quem esbarrei ao descer?</p>
<p>E se não, e se for uma das beldades da faculdade? Seria aquela que cursa psicologia? Ou talvez física? Engenharia? Arquitetura? Direito, Odonto, Farmácia, Sistemas? Vai ver, não é nenhuma delas. Pode ser que seja uma das que trabalham comigo. Claro, por que não? Há algumas que são verdadeiras princesas.</p>
<p>Talvez seja essa que mora perto de casa. Ou pode ser também alguma que esteja a doze fuso-horários de distância em algum país de cultura diferente. Quem sabe aquela por quem eu tudo faria mas que durou apenas vinte segundos na minha vida, enquanto eu a vi no semáforo?</p>
<p>Será que é uma das por quem me apaixonei antes? E se for, será que minhas chances se foram? Será que um dia ela irá acordar e saber que me ama ou será que pisei na bola e estraguei tudo para todo o sempre? Mas e se for uma das com quem vivi algo? Será que passou e nunca mais volta?</p>
<p>Talvez seja uma loira estonteante, ou talvez uma ruiva charmosa. Uma oriental inteligente ou ainda uma morena engraçada. Quem sabe ela goste de dançar, ou de ser fotografada. Ou de só ficar com os amigos e dar uma boa risada.</p>
<p>Enfim, qual é o critério para encontrar aquela que talvez possa me fazer feliz e eu nunca mais irei reclamar? Quer dizer, será que devo me declarar para a mulher mais bonita do ônibus na próxima vez? Ou será que devo desenvolver uma relação com aquela que me chama a atenção durante as aulas? Eu poderia tentar conquistar a simpatia daquela que divide o trabalho comigo. Ou talvez sair correndo agora ir tocar na casa da irmã de um amigo. Quem sabe largar tudo e pegar um avião para buscar aquela que faz bater meu coração. Ou ainda ir a uma festa procurar por uma desconhecida.</p>
<p>Será que devo procurar ou fingir ignorar? Ignorar que isso está a me incomodar?! Será que se eu procurar, vou impedir que me procurem? Se encontrar, ou achar que encontrei, impedirei-me de ser encontrado? Talvez eu devesse expor que estou disponível e sinto-me solitário para ver se alguém se interessa e se mostra solidário. De repente alguma possível musa resolve me eleger seu amado.</p>
<p>No final das contas, fica a conclusão de que estar solteiro é doloroso porque acabo me apaixonando por todo o mundo, e estar com alguém é doloroso por tenho que evitar me apaixonar por todo o mundo. Afinal, para apaixonar-se, basta que alguém cruze o seu caminho assim como para morrer, basta estar vivo.</p>
<p>Corro o risco de apaixonar-me a qualquer instante, e o risco ainda pior é de que essa paixão se estanque antes mesmo de sangrar. Corro o risco de me apaixonar enquanto estiver sozinho bem como enquanto estiver num relacionamento. Posso desejar viver um casinho pela dúvida. A dúvida a respeito do que cada pessoa pode me oferecer. Mal-e-mal sei o que posso oferecer, como saber o que tenho a ganhar? Raramente temos algo a ganhar, mas às vezes, queremos saber simplesmente para sanar a curiosidade.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>16 March, 2010 @ 0:14 por Melanef</li>
	<li>16 March, 2010 @ 0:10 por Melanef</li>
	<li>16 March, 2010 @ 0:09 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Auto-Descrição</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 22:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Quanto mais você vive, mais você nota que não sabe viver e que a vida que leva é cada vez menos digna de se viver. Quero dizer, essa vida é uma bosta! Prova que não! &#8230; tá, talvez a vida não seja uma bosta. O bosta da história sou eu. Por que sou eu? Porque, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto mais você vive, mais você nota que não sabe viver e que a vida que leva é cada vez menos digna de se viver.</p>
<p>Quero dizer, essa vida é uma bosta! Prova que não! &#8230; tá, talvez a vida não seja uma bosta. O bosta da história sou eu. Por que sou eu? Porque, não está na cara?, bem, eu explico.</p>
<p>Eu quero tudo e todos, quero mais e quero menos e também quero nada nem ninguém. Eu quero possuir tudo e quero estar com todos (que eu quiser quando eu quiser), quero mais recursos e nenhum trabalho, quero culpa por nada e nem responsabilidade por ninguém. Eu quero a mulher que desejar, e a riqueza que cobiçar, e quero o conforto que (acho) merecer, a longevidade que precisar. Eu quero o saber e a saúde. Quero a inteligência e a sabedoria, quero o prazer e a glória.</p>
<p>E então, talvez, depois que possuir tudo isso e mais um pouco eu conheça a tal felicidade, né? Ou não.</p>
<p>A minha ambição me levará ao topo, mas nção me permitirá parar nunca. Quando se está no topo só há um caminho possível e advinhe, qual é?</p>
<p>Muito prazer, eu sou o Ser Humano, estou perto de você. Na verdade, sou você, acredite ou não.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>11 March, 2010 @ 19:51 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>11 March, 2010 @ 19:50 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Mission Report</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2010/02/08/mission-report/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 23:03:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Everybody is alone. It doesn&#8217;t matter if people have partners, if they&#8217;re engaged, if they have a boyfriend or a girlfriend, if they&#8217;re married or what. In a moment, everyone is alone. Even if it&#8217;s before sleeping, lying down on the bed, even if it&#8217;s on the workplace, even if it&#8217;s on a casual sex. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Everybody is alone. It doesn&#8217;t matter if people have partners, if they&#8217;re engaged, if they have a boyfriend or a girlfriend, if they&#8217;re married or what. In a moment, everyone is alone. Even if it&#8217;s before sleeping, lying down on the bed, even if it&#8217;s on the workplace, even if it&#8217;s on a casual sex.</p>
<p>I spent one month talking to random people on  Omegle, Chatroulette and Aardvark.  Here&#8217;s the statistic charts to Chatroulette:<br />
* 90% are men;<br />
* from them, 60% are masturbating in front of the camera;<br />
* from the 10% left, 8% are &#8220;shemale&#8221;;<br />
* from the 2% left, 1,5% are women who just will accept to talk to other women &#8217;cause men are trolls;<br />
* from the 0,5% left, 0,2% are ugly;<br />
* from the 0,3% left, 0,2% are engaged in a way;<br />
* the last 0,1% slice lives so far that it&#8217;s better you not even dream about it.</p>
<p>Omegle doesn&#8217;t support webcam, that&#8217;s why it&#8217;s statistics look better:<br />
* 65% are men;<br />
* 15% are “shemale”;<br />
* 18% are women;<br />
* 2% are random people talking bizarre stuff.</p>
<p>I&#8217;d say that in 30 days talking to random people, I achieved an amount of 12 nice people. All of them between 14 and 22 years old. They are:<br />
* A nice guy from Netherlands, he&#8217;s a good friend ;<br />
* Three south korean girls ;<br />
* A chinese girl ;<br />
* Two english girls ;<br />
* Four american girls ;<br />
* A brazilian girl (from my state).</p>
<p>From these people, three of them are committed. Or they were before meeting me.</p>
<p>One of them broke up one day after our conversation. On the other day she already told me she loved me. Internet is really fast! Amazing.</p>
<p>Another one had a boyfriend when I met her. Unfortunately, she was really confuse. She was keeping a long distance relationship with a younger boy, who she was not attracted by; And there was a cool and attractive guy from her neighborhood. I didn&#8217;t help at all, I told her what we use to say in this situation: that she needed to think about it wisely, to be honest with herself, and to do whatever she wanted, if and only IF she really wanted it. Well, now she&#8217;s not on a long distance relationship anymore.</p>
<p>The last one, oh, I&#8217;m proud of her, she keep loyal to her boyfriend. They&#8217;re a cute chinese couple. She&#8217;s all resptective, she yelled at me when I called her &#8220;dear&#8221; or &#8220;baby&#8221;, what would be pretty common on less conservative countries. I like it, now we treat each other like brothers. I always wanted a younger sister on the other side of the globe.</p>
<p>I met an american who had the same dilemmas I do, another one who thinks exactly like me. I knew a girl who shared her taste in music with me. I knew innocent people and libertine ones. But what really impressed me is that everyone was there for the same reasons, but all of us use to say the same lies (except for some exceptions).</p>
<p>I even created a script about how to introduce me avoiding the banalities that these people are used to treat other people nowadays. Usually, people log on these chat rooms and they hurry to ask &#8220;asl&#8221; (age/sex/location) to know everything as fast as possible. Why, Lord?! Why people don&#8217;t take the opportunity to enjoy the conversation calmly? I&#8217;d rather to do this way:</p>
<p>&#8220;Hi&#8221; — &#8220;How are you?&#8221; — &#8220;What’s your name&#8221;</p>
<p>No one EVER spects you to ask this type of common questions. The good part of it is that you already put away those people who are just looking for virtual sex. And it&#8217;s possible to know the person&#8217;s gender just by the name, instead of asking that coarse question &#8220;boy or girl?&#8221;.</p>
<p>After that, instead of hurrying to &#8220;Where are you from?&#8221; or &#8220;How old are you?&#8221;, it&#8217;s time to surprise them again: &#8220;What do you like to do? What’s your interests?!&#8221;. This turns possible to people look at you with other eyes. They won&#8217;t treat you as a byte flow through optic cables no longer. People can feel you a little bit more sensible. Sometimes, people even start to keep some consideration about you, almost like you&#8217;re another person too.</p>
<p>After that, you can talk whatever you&#8217;d like to. The dutch boy impressed me with an amazing will to help people I&#8217;d never seen before. One of the american girls gave me a knock-out when she asked me to tell her a true story I was living in this moment. I returned it tit for that and I answered as honest as ever. I don&#8217;t regret.</p>
<p>Even then, almost all of them tell the same lies. &#8220;What brings you here?&#8221; has almost the same answer: &#8220;I don&#8217;t have anything to do&#8221;. So, why they don&#8217;t go watch some TV? Why they don&#8217;t go play some game or go out with friends? Or even sleep, or make something productive? I answer it fast: &#8220;I&#8217;m here &#8217;cause I feel alone, I&#8217;m trying to fill my emptiness&#8221;. And almost all of them show the same signals that they&#8217;re this way too.</p>
<p>Why talk to people who you&#8217;d never seen (and never will see)? I swear I don&#8217;t understand it. Actually, I do. I look for a way to busy myself. But what about other people? The same. These people want the same I do. They want to raise, at least a little bit, their self-esteam, caress our ego. They all want someone to see them on the camera and say they&#8217;re pretty. That you&#8217;re smart, or you have a nice job, or even that the country where you live is cool.</p>
<p>People want to feel loved &#8217;cause they lost their hability to love. Or maybe they do &#8217;cause they overflow this hability. But they all look for it on a sensible relationship, an easy breakable relationship. Well, if you don&#8217;t like something in someone, you just need to press &#8220;Block&#8221; on MSN or AIM or Facebook. It&#8217;s pretty easy to leave someone you&#8217;d never seen. &#8216;Cause we just don&#8217;t want to feel alone until Rapunzel throws her golden bunches through the window or the Enchanted Prince arrives on his white horse.</p>
<p>People behavior is so common that everybody pass through the same steps: When we regret the distance. When people say it&#8217;d be fun to meet. When people say we&#8217;d be welcome as guests at their homes. When people say they miss us. When they ask us to go there. As it was as easy as going to the corner of the street.</p>
<p>Actually, I can&#8217;t say I&#8217;m sure everybody feels this way. I suspect that those people I identify as my similar feels this way too. But everybody, now I&#8217;m sure of it, all of us are affraid of losing (even more) in this life.</p>
<p>I&#8217;d like people to know that all of you are really my friends, or I treat you as you were. I don&#8217;t judge you from these opinions, I just noticed that all of us are, in a certain way, victims of the same emotional disease.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>8 February, 2010 @ 20:25 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>8 February, 2010 @ 20:24 por Melanef</li>
	<li>8 February, 2010 @ 20:21 por Melanef</li>
	<li>8 February, 2010 @ 20:19 por Melanef</li>
	<li>8 February, 2010 @ 20:19 por Melanef</li>
	<li>8 February, 2010 @ 20:17 por Melanef</li>
	<li>8 February, 2010 @ 20:16 por Melanef</li>
	<li>8 February, 2010 @ 20:15 por Melanef</li>
	<li>8 February, 2010 @ 20:03 por Melanef</li>
	<li>8 February, 2010 @ 20:02 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Relatório da Missão</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2010/02/07/relatorio-da-missao/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 14:41:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos estão sós. Não importa se as pessoas têm parceiros, se estão noivos, namorando, casados ou o que. Em algum momento, todos estão sós. Nem que seja antes de dormir, deitado na cama, nem que seja no ambiente de trabalho, nem que seja durante uma transa casual. Passei um mês visitando Omegle, Chatroulette e Aardvark.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos estão sós. Não importa se as pessoas têm parceiros, se estão noivos, namorando, casados ou o que. Em algum momento, todos estão sós. Nem que seja antes de dormir, deitado na cama, nem que seja no ambiente de trabalho, nem que seja durante uma transa casual.</p>
<p>Passei um mês visitando Omegle, Chatroulette e Aardvark.  Do Chatroulette, seguem as estatísticas:</p>
<ul>
<li>90% são homens;</li>
<li>dos quais 60% estão se masturbando diante da câmera;</li>
<li>dos 10% restantes, 8% são &#8220;shemale&#8221;;</li>
<li>dos 2% restantes, 1,5% são mulheres que só aceitam conversar com outras mulheres por que os homens são trolls;</li>
<li>dos 0,5% restantes, 0,2% são feias;</li>
<li>dos 0,3% restantes, 0,2% são comprometidas de alguma forma;</li>
<li>a última fatia de 0,1% mora tão longe que é melhor nem sonhar.</li>
</ul>
<p>No Omegle, pelo não-suporte a webcam, aparentemente as estatísticas são melhores:</p>
<ul>
<li>65% são homens;</li>
<li>15% são &#8220;shemale&#8221;;</li>
<li>18% são mulheres;</li>
<li>2% são pessoas falando coisas bizarras.</li>
</ul>
<p>Diria que em um mês conversando com pessoas assim, aleatoriamente, nas minhas horas vagas, consegui reunir um total de doze pessoas. Todas as pessoas compreendidas nas idades de 14 a 22 anos. Destas doze pessoas, são eles:</p>
<ul>
<li>Um holandês gente boa, um bom amigo;</li>
<li>Três coreanas;</li>
<li>Uma chinesa;</li>
<li>Duas inglesas;</li>
<li>Quatro americanas;</li>
<li>Uma brasileira (paulista).</li>
</ul>
<p>Dessas pessoas todas, três são comprometidas. Ou eram, antes de me conhecer.</p>
<p>Uma delas terminou no dia seguinte à nossa conversa. No dia seguinte ao término, já estava dizendo me amar. Incrível a velocidade dessa tal internet.</p>
<p>Outra, quando me conheceu, estava com um dilema: um &#8220;long distance relationship&#8221; com um garoto mais novo que ela, que ela não se sentia atraída por ele; e um rapaz com pinta de garanhão da vizinhança. Não ajudei em muita coisa, falei o que a gente fala nessas ocasiões, para ela pensar com calma, ser honesta consigo mesma e correr atrás do que queria de verdade. Bem, agora ela não tem mais um &#8220;long distance relationship&#8221; com um garoto na Flórida.</p>
<p>A última, gostei de ver, mantém se fiel ao namorado. Um casal fofo de chineses. Ela é toda respeitosa, ralhou comigo quando me referi a ela como &#8220;dear&#8221; ou &#8220;baby&#8221;, comum em países menos conservadores. Gostei, nos tratamos como irmãos agora. Sempre quis uma irmã mais nova que morasse do outro lado do mundo.</p>
<p>Conheci uma americana com os mesmos dilemas que eu, outra com o mesmo pensamento que eu. Outra com o mesmo gosto musical. Conheci gente que era inocente e gente que era metida a malvada. Mas o que me impressionou é que todo o mundo está lá pelo mesmo motivo mas dizem sempre as mesmas mentiras (salvo raras exceções).</p>
<p>Cheguei a desenvolver um script de como me apresentar evitando a banalidade com a qual as pessoas tratam esse tipo de coisa hoje em dia. Normalmente, as pessoas entram na sala de chat e já lançam logo um &#8220;asl&#8221; (age/sex/location &#8212; idade/sexo/localidade) para saber tudo o mais rápido possível. Deus?! Para quê?! Por que não aproveitar a conversa com calma? Prefiro fazer como me acostumei a fazer:</p>
<p>&#8220;Hi&#8221; &#8212; &#8220;How are you?&#8221; &#8212; &#8220;What&#8217;s your name&#8221;</p>
<p>Ninguém NUNCA espera que se pergunte coisas comuns como o nome e como estão. O bom é que você já descarta quem está em busca de sexo virtual. E já sabe o sexo da pessoa só de saber o nome, sem a grosseria da pergunta &#8220;boy or girl?&#8221;.</p>
<p>Depois disso, ao invés de correr para &#8220;Where are you from&#8221; ou &#8220;How old are you&#8221;, hora de supreender de novo: &#8220;What do you like to do? What&#8217;s your interests?!&#8221;. Com isso, você toma um ar mais sensível. As pessoas deixam de tratar-te como um simples fluxo de dados atravessando cabos de fibra óptica. As pessoas, em alguns casos, finalmente passam a te tratar com alguma consideração, como se você também fosse uma pessoa.</p>
<p>Depois disso, podemos passar ao que você quiser conversar. O garoto holandês me impressionou com uma vontade absurda de ajudar a resolver os problemas das pessoas. Uma das americanas me levou a knock-out quando me pediu que contasse uma história verdadeira que eu estava vivendo. Retribui na mesma moeda e fui sincero como nunca. Não me arrependo.</p>
<p>Mas ainda assim, quase todos estão lá sob as mesmas mentiras. &#8220;What brings you here?&#8221; sempre retornará a mesma resposta: &#8220;I don&#8217;t have what to do&#8221; e porque não vão ver TV ou jogar um jogo ou sair com os amigos? Ou dormir, ou fazer algo produtivo. Eu jogo na lata: &#8220;I&#8217;m here &#8217;cause I feel alone, I&#8217;m trying to fill my emptiness&#8221;. E todos dão sinais de que são assim também.</p>
<p>Por que falar com pessoas que nunca viu (nem verá) na vida? Eu juro que não entendo. Na verdade, entendo. Eu busco uma forma de me ocupar. Mas e as pessoas? Também. As pessoas querem o mesmo que eu. Elevar, pelo menos um pouquinho, de leve, a auto-estima, acariciar o ego. Querem que alguém as veja na câmera e diga que são bonitas. Que são inteligentes, que tem um trabalho legal, que o país onde vivem é &#8220;cool&#8221;.</p>
<p>As pessoas querem se sentir amadas porque perderam a capacidade de amar. Ou talvez porque transbordem essa capacidade. Mas buscam isso numa relação sensível, uma relação que pode ser rompida facilmente a qualquer momento. Afinal,  se você não gostar de uma pessoa, basta apertar &#8220;Block&#8221; no MSN ou no AIM ou no Facebook. É fácil terminar com uma pessoa que nunca se viu. Porque a gente só não quer se sentir sozinho até que a Rapunzel lance seus cachos pela janela ou o Príncipe Encantado chegue no seu cavalo branco e altivo.</p>
<p>O comportamento é tão comum que há sempre os mesmos passos. Quando lamentamos a distância. Quando as pessoas dizem que seria legal nos encontrarmos. Quando as pessoas dizem que seríamos bem vindos como hospedes nas suas casas. Quando as pessoas dizem sentir saudades. Quando as pessoas nos pedem para ir até lá. Como se fosse até a esquina.</p>
<p>Na verdade, não posso garantir que TODOS sejam assim, mas admito que eu sim. E disconfio que as pessoas com quem me identifico também. Todos, agora digo com certeza, temos medo de perder (ainda) mais nessa vida.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>7 February, 2010 @ 11:40 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Relato de uma mente perturbada em uma balada</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2010/01/17/relato_de_uma_mente_perturbada/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 15:12:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[A paixão é como uma droga poderosa. Primeiro te vicia e depois te destrói numa explosão ou overdose repentina. Você consome e se apaixona pela própria paixão, acha que o mundo pode ser um lugar feliz se regado a paixão. E você passa a buscar isso. Busca. Como se nada pudesse ser melhor do que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A paixão é como uma droga poderosa. Primeiro te vicia e depois te destrói numa explosão ou overdose repentina. Você consome e se apaixona pela própria paixão, acha que o mundo pode ser um lugar feliz se regado a paixão. E você passa a buscar isso. Busca. Como se nada pudesse ser melhor do que apaixonar-se. E, de fato, é. Nada é melhor do que se apaixonar, nada te oferece tanta motivação e força de vontade de uma só vez como a paixão.</p>
<p>E você começa a achar que quando abastecido disso, você é imbatível. Nada pode te superar quando você está motivado pela paixão.</p>
<p>Mas chega uma hora que você dá de cara com uma parede de tijolos no caminho da sua paixão. Porque, afinal, não é simples assim, não basta querer, você tem que fazer o outro te querer. Você tem que se vender como numa prateleira de supermercado sem promoção. Como promover-se quando não pode oferecer nada melhor?</p>
<p>Ah sim, eu simplesmente não sei me promover. E na verdade, escrevo esse texto bêbado, cansado e frustrado, por isso, foda-se.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>17 January, 2010 @ 12:12 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Verdades</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2009/12/09/verdades/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 02:36:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Verdades É verdade que ela tem um brilho no olhar Um brilho que me encanta, me ilumina Um brilho daqueles de dar inveja no luar Um brilho que me faz desejar essa sina É verdade que me regozijo na sua visão De forma que nego a iminência da dor que é amar De forma que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>Verdades</strong></p>
<p style="text-align: center;">É verdade que ela tem um brilho no olhar<br />
Um brilho que me encanta, me ilumina<br />
Um brilho daqueles de dar inveja no luar<br />
Um brilho que me faz desejar essa sina</p>
<p></p>
<p style="text-align: center;">É verdade que me regozijo na sua visão<br />
De forma que nego a iminência da dor que é amar<br />
De forma que me submeto aos temores de uma paixão<br />
De forma que ignoro o risco de ela me deixar</p>
<p></p>
<p style="text-align: center;">É verdade que ela me faz rever conceitos<br />
Me faz refletir sobre alguns direitos<br />
Me faz refletir sobre a importância dos meus feitos</p>
<p></p>
<p style="text-align: center;">É verdade que é ela a responsável<br />
Pela alegria encontrada até mesmo num dia lastimável<br />
Pela esperança de sobreviver a um dia implacável</p>
<p></p>
<p style="text-align: center;">É verdade que ela tem uma luz no olhar<br />
E que ela sabe, sem querer, como me encantar<br />
E que ela provoca uma vontade de me melhorar<br />
E que ela faz tudo mas só quer passar no vestibular</p>
<p></p>
<p style="text-align: right;">Amauri de Melo Junior &#8211; 10/12/2009</p>
</blockquote>
<p>Após longa data, eis que a pia pinga&#8230; </p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>9 December, 2009 @ 23:37 por Melanef</li>
	<li>9 December, 2009 @ 23:36 por Melanef</li>
	<li>9 December, 2009 @ 23:36 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.melanef.com.br/2009/12/09/verdades/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Desencontros</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2009/12/07/desencontros/</link>
		<comments>http://blog.melanef.com.br/2009/12/07/desencontros/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 02:14:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Ouso dizer que vivi a vida inteira num deslugar. Não me refiro ao lugar físico. Refiro-me ao lugar, ou melhor, ao deslugar que foi o meu mundo interno. Um deslugar, sim. Um lugar onde me sinto deslocado. Deslocado de mim mesmo quando em mim mesmo. Não, pera, na verdade, acho que não. Vamos recomeçar. Partamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ouso dizer que vivi a vida inteira num deslugar. Não me refiro ao lugar físico. Refiro-me ao lugar, ou melhor, ao deslugar que foi o meu mundo interno. Um deslugar, sim. Um lugar onde me sinto deslocado. Deslocado de mim mesmo quando em mim mesmo. Não, pera, na verdade, acho que não. Vamos recomeçar.</p>
<p>Partamos do princípio do deslugar. O que é um deslugar mesmo? Uma situação de perda de parâmetros comportamentais onde deixaríamos de agir mecanicamente para agir criativamente. Pelo menos é isso o que aprendi hoje. Um deslugar te coloca sujeito à subjetividade, sujeito ao acaso. Mas um acaso criativo, um acaso desejado ao mesmo tempo que indesejado, uma vez que indeseja-se estar num deslugar.</p>
<p>Então, tendo este recapitulado, retomo dizendo que não, ao contrário. Vivi a vida inteira num lugar. Dentro de mim mesmo sempre foi um lugar. Um lugar carregado da sua chatice. Carregado das suas regras. Carregado dos seus parâmetros comportamentais que sempre estiveram a determinar o padrão esperado. Que eu esperei. Que esperaram de mim. Que eu esperei que o mundo esperasse. E assim perdi a melhor fase da vida. Deixei de viver minhas loucuras subjetivas. Deixei de sonhar, deixei de viajar por aí. Para me prender ao real, ao lógico, ao concreto. Por que não abstrato? Por que não fantástico?</p>
<p>Mas tá, uma vez ou outra me desencontrei desse encontro moroso. Uma vez ou outra devo ter estado num deslugar. E quando foi mesmo? Ah sim. Me recordo bem. Uma vez. Que vivi. Vivi. De verdade, vivi. Um deslugar. Tão conhecido lugar. Foi palco. Para a desexperiência. De viver um deslugar. De ser coadjuvante e protagonista. Ao mesmo tempo. De viver e ser vivido. Tal vez foi quando conheci. Reconheci, porque dizem que esse tipo de gente a gente conhece desde sempre e só não se lembra.</p>
<p>Eu os conhecia. De outra vida, ou vai ver do período de desvida. E os reconheci. Logo que os vi. Os doze anos são uma idade tardia para conhecer seus primeiros melhores amigos? Os reconheci e soube. Meio sem saber. Mas soube. E perguntei quem eram. E disseram. E o que respondi? &#8220;Sou filho do meu pai&#8221; Me lembro. Ainda. Memória guardada. A sete chaves. Como tesouro. Que é de fato.</p>
<p>&#8220;Sou filho do meu pai&#8221;. E que resposta é essa? Como se todos soubessem quem, diabos, é meu pai. Ainda se soubessem quem sou eu talvez soubessem quem é meu pai e aí saberiam quem sou eu, mas para isso precisariam saber antes quem sou eu, e se soubessem quem sou eu, para que perguntar quem sou eu?</p>
<p>E foi meio assim. Que me desencontrei. De mim mesmo. E fui livre. Para criar. Para ser. Para conhecer. Foi por pouco tempo. Se pudesse escolher, viveria mais. Viveria de novo. Viveria outra vez. Repetidas vezes. Viveria um repeat eterno, um while um maior que zero. Looping infinito do momento de desencontro.</p>
<p>Mas não posso reclamar. Vivo desses momentos raros ainda. Vez ou outra. Quando encontro-os. Ou quando encontro outros também. Daquele tipo. De amigo. Daquele tipo. De irmão. Que nunca tive irmão. Daquele tipo que se ama. O amor que nunca amei.</p>
<p>E admito que vivi. Recentemente. Foi assim. Estava eu num lugar. Lugar comum. Lugar público. Lugar massante. Lugar cansado. E não notei, mas por um instante, me soprou a satisfação. De na minha doce e gentil ingenuidade, eu achar que levava um lugar a alguém que eu achava que estava num deslugar como se estar num deslugar fosse algo ruim. Lembre-se, e não me julgue, até agora pouco, eu achava que estar num deslugar fosse algo ruim. E eu achei sim. Que ela estava num deslugar. E quis levar a ela o meu lugar. E ela disse que também me achava estar eu no meu deslugar. E quis me trazer o seu lugar.</p>
<p>E então, num momento, estávamos ambos tentando expandir nosso lugar para abranger o outro que acreditávamos estar num deslugar. O que não sabíamos é que esse choque de lugar e lugar. Esse encontro. Essa tentativa de mesclar um par de lugares. Isso tudo só fez com que a coisa se tornasse um deslugar. E então, notei, sem saber ainda a notação certa. Experimentei. Notei. Tentei. Acompanhar, porque é difícil, sabe?! Percebi que o deslugar que me encontrei na ausência do meu ou do lugar dela formado justamente pela tentativa de abranger ambos os lugares. Esse deslugar, percebi, era justamente onde sempre quis estar.</p>
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	<li>7 December, 2009 @ 23:13 por Melanef</li>
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		<title>Costumes</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 02:36:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando isso acontece assim. Quando eu não me sinto. Bem. Quando não me sinto. Eu mesmo. Quando não sou. Eu. Já sentiu isso?! Sabe como é? Sabe o que é? Bem, quando isso acontece. Quando isso acontece, eu volto ao meu eu de reserva. Aquele que não deixo ver a luz do dia com frequência. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando isso acontece assim. Quando eu não me sinto. Bem. Quando não me sinto. Eu mesmo. Quando não sou. Eu. Já sentiu isso?! Sabe como é? Sabe o que é? Bem, quando isso acontece. Quando isso acontece, eu volto ao meu eu de reserva. Aquele que não deixo ver a luz do dia com frequência.</p>
<p>E quando ele vem. Sabe, quando ele vem, as coisas não são tão diferentes, devo admitir. Quando isso acontece, me fecho no meu mundo. Que mundo? Bem, o meu. Basta ter um livro em mãos, um fone de ouvido e uma música alta. É fácil fugir. Fugir de um mundo onde nada está certo, ou onde tudo está certo mas você só vê uma coisa quebrada. Seja lá o que for. Mas se você só vê uma coisa quebrada, pode apostar que é crítico.</p>
<p>Mas é fácil fugir. Para um mundo de aventura. Ou de amor. Ou de reflexões. Ou de tudo junto. E ao som de algo que sintonize a sua alma. Alguma música que vibre na mesma sintonia, na mesma frequência. E pode ser um metal ou uma salsa; uma sonata ou uma acapela. Não importa.</p>
<p>E quando isso acontece. Bem. Você se aliena. Se fecha no seu mundo. E não quer saber de mais ninguém. Por que?! porque ta bom lá dentro. E quando ta bom, por que mudar? Deixa como está. Deixa ser. Deixa estar. Nada nunca falta. E se falta, você tenta completar. Se te falta carinho, você busca alguém. Deposita me alguém a espectativa de obtê-lo. Se te falta sentimento, você busca alguém que possa te oferecer. Se te falta companheirismo, talvez você busque seus amigos.</p>
<p>Mas a gente nunca procura resolver a raiz do problema. Sim, porque o problema nasce de algum lugar. Essa ausência, esse não se sentir relatado no começo. Essa incompatibilidade consigo mesmo. Isso nasce daqui, ó: s2 daqui de dentro. De onde mais? De uma falha, claro. Uma falha nossa. Uma falha que nos faz nos sentir mal conosco mesmo quando notamos que essa falha existe. E o problema, quer dizer, a solução, é resolver. Resolvendo, tudo deve voltar a fluir. Deve.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>30 November, 2009 @ 23:35 por Melanef</li>
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		<title>Busca</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 04:35:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É estranho. E complicado. E tudo parece assim. Como antes. Mas diferente. Ou seja. É e não. É. Você sabe. O que (não) quer. E usa as desculpas mais esdruxulas. O que?! Não sabe? É sempre. Como sempre. Assim sempre. Igual. Quero dizer e desquero. Penso e repenso. Cogito e renego. Aceito e me comprometo. Há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É estranho. E complicado. E tudo parece assim. Como antes. Mas diferente. Ou seja. É e não. É. Você sabe. O que (não) quer. E usa as desculpas mais esdruxulas. O que?! Não sabe? É sempre. Como sempre. Assim sempre. Igual.</p>
<p>Quero dizer e desquero. Penso e repenso. Cogito e renego. Aceito e me comprometo. Há uma vontade. Singular ao mesmo tempo que coletiva. De estar com alguém. Por que não. Ela?! Qual ela? Quem é ela?</p>
<p>Busco. Aquilo. Que não quis mais. Porque não quis mais. Aquela fonte daquilo que já não quis mais que viesse dela. Porque deixou de ser ela mesma. Porque deixou de ser seu próprio foco. Porque nunca teve um foco. Ou se teve, não conhecia. Mas não eu. E virou eu. Quis ser outra. Para direcionar-se ao novo foco. Direcionar-se a eu.</p>
<p>Já não quero. Nem a primeira, nem a segunda. Porque perdi o encanto. Cansei. Me indispus. Surgiu orgulho. Sabe? Quero outra. Porque ela me convenceu a tal. Que outra? Não sei. Busco saber. Desejo saber. Espero saber.</p>
<p>Nem que seja. Num trombar numa esquina. Nem que seja. Num local inóspito. Nem que seja. Nonde sempre estive. Nem que seja. No seio familiar.</p>
<p>Mas procuro. Não me importo se não encontrar. Mas procuro. Outra a quem amar. Ou pelo menos tentar.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>30 November, 2009 @ 1:34 por Melanef</li>
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		<title>Amor who?!</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 00:02:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Andei pensando. &#8220;Ok, agora conta a novidade.&#8221; O que é mesmo o amor, hein? O que eu disse que era? Ah sim, respeito, consideração, mais um punhado de características furadas. &#8220;Ok, esse é o fraterno. E o &#8216;outro&#8217;?&#8221; Mas&#8230; tem outro? Não é só a mesma coisa só que acompanhada de &#8230; ahm &#8230; paixão, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Andei pensando. &#8220;Ok, agora conta a novidade.&#8221; O que é mesmo o amor, hein? O que eu disse que era? Ah sim, respeito, consideração, mais um punhado de características furadas. &#8220;Ok, esse é o fraterno. E o &#8216;outro&#8217;?&#8221; Mas&#8230; tem outro? Não é só a mesma coisa só que acompanhada de &#8230; ahm &#8230; paixão, ou algo assim?</p>
<p>Pois bem, sempre achei que sim. Mas e se não for? Quer dizer, parte-se do princípio que em uma relação, pelo menos nos moldes tradicionais, deve haver a lealdade. Até aí, tudo ok, não passa de um acordo entre ambas as partes. Mas não deveria ser o tal &#8220;amor&#8221; responsável por isso? Quer dizer, deveria ser algo indolor e sem privação, né?</p>
<p>O tal &#8220;amor&#8221; deveria ser o sentimento capaz de me suprir plenamente em todas as necessidades de forma que eu não precisasse procurar nada em outra pessoa. Isso vale, em teoria, para qualquer necessidade, seja afetiva, seja carnal (éca, odeio essa palavra), seja como for. Acho que esta seria a solução ideal para o paradigma da &#8220;traição em pensamento&#8221;. Do mesmo princípio, nasce também a idéia de que a coisa seja infinita, ou eterna, já que uma aresta deve aparar a outra, e portanto, nesse troca-troca de suprimentos de carências, deve-se também cobrir qualquer falha que o outro tenha.</p>
<p>Se for assim, peço desculpas aos amigos leitores, mas podem, por favor, ignorar tudo que eu disse até então nos posts anteriores. Tudo isto que senti não passou de paixão. Isso, paixãozinha aguda sem graça e sem vergonha. Muitas delas. Começo a supor nunca ter amado. Será? Bem provável que sim. Minto. Quase certeza. Afinal, em todas as vezes, me privei, muito mais por conta do meu carácter do que por vontade espontânea, de olhar uma bela mulher ou cortejar uma que &#8220;desse mole&#8221;, ou ainda quando a coisa começava a apertar nesse caminho, terminei a relação. E eis a questão: será que nunca amei? Você já amou? Será que alguém amou? Será que idealizo o amor? Será que estou pensando uma utopia linda e impossível?</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>24 November, 2009 @ 21:02 por Melanef</li>
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		<title>Missing Parts</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 22:32:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[The following text goes in English. If you&#8217;d like to read it in portuguese, I&#8217;m sure Google may translate it. O texto a seguir está escrito em inglês. Se você quiser lê-lo em português, tenho certeza que o Google pode traduzir. It&#8217;s weird. Really weird. The way we lose some things. Sudenly we just lost [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>The following text goes in English. If you&#8217;d like to read it in portuguese, I&#8217;m sure Google may translate it.</p>
<p>O texto a seguir está escrito em inglês. Se você quiser lê-lo em português, tenho certeza que o Google pode traduzir.</p></blockquote>
<p>It&#8217;s weird. Really weird. The way we lose some things. Sudenly we just lost something. Sudenly something is taken from us. Sudenly, somebody takes away our smile. Somebody takes away our reasons to smile. And then. And then, maybe we don&#8217;t notice it. Maybe we take some time to notice that something is missing.</p>
<p>Actually, sometimes we&#8217;re busy. Too busy. Busy enough that we not even noticed that there was something missing. Something was stolen. And that this &#8220;something&#8221; is something really important. &#8220;Important&#8221; is a weak word to describe it. I guess there are not a word to describe it as well as I&#8217;d like to. But in this case, I&#8217;ll use &#8220;the most important&#8221;. What&#8217;s the most important thing to you?</p>
<p>Each person has an answer for it. What do I think? Well, in my opinion, the right answer is the following: the most important thing is a feeling. More than a feeling, a sensation, an emotion. What of them? I&#8217;d like to believe it&#8217;s the love. Maybe the friendship, but actually I don&#8217;t know.</p>
<p>This is the point. I don&#8217;t know exactly what&#8217;s the most important thing I have, but I&#8217;m sure it was taken. It was taken a few months ago, but just now I noticed it. It was taken. That. The most important thing I have. The reason of my happiness. And at this moment I&#8217;m trying to understand how it was gone, and trying to discover how to get it back.</p>
<p>Now, there is only a hole. There&#8217;s a hole in my soul. Through this hole, my joy goes away from me. And it left pain. Pain is the result. When you&#8217;ve lost the thing you consider the most important, then you feel pain. It&#8217;s like something had gone away and will never come back. This is the part that I feel the fear. There is the pain, and now there is the fear too. It&#8217;s almost like the apocalypse<span id="result_box" class="short_text"><span style="background-color: #ffffff;" title="apocalípse">. </span></span></p>
<p>And it was only because somebody disappeared. This person who was one of my best friends. Have you ever felt like everybody could die, the world could simply collapse that it wouldn&#8217;t be any matter if you could keep my friends safe? Well, that&#8217;s the way I feel. For me, anybody is important, only those people who proved it to me, and these ones are the ones I use to call friends. There are more than friendship between us, there&#8217;s love.</p>
<p>And one of this people simply disappeared. &#8220;How?!&#8221; I asked myself a thousand times. &#8220;Why?!&#8221; I wondered. And now, I&#8217;m here. Under this pain and this fear. The pain, &#8217;cause it&#8217;s painful to miss somebody like this one. The fear, &#8217;cause it&#8217;s fearful imagine that somebody is gone simply and I&#8217;ll never again talk to her. And yes, the person I lost is a &#8220;she&#8221;.</p>
<p>One of the most amazing girls I&#8217;ve ever met, and the one I&#8217;ll never meet alive, &#8217;cause we only talked to each other through internet. So, is this it?! She disappeared and I&#8217;m fated to never talk to her again? The life is unfair. The life is painful. The life is fearful. The life is a spirit state that I&#8217;d like to skip. Now, at this very moment, I&#8217;d like to don&#8217;t live anymore, &#8217;cause for me, life is meaningless now.</p>
<p>While this text was writen, I was listening to  Radiohead. This may mean something to you if you know me or if you know Radiohead.</p>
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<div id="tts_button" style="margin: 2px 6px 0pt 0pt; float: left; display: block;" title="Ouvir esta tradução"><object id="tts_object" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="18" height="18" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="sound_name=" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.gstatic.com/translate/sound_player.swf" /><embed id="tts_object" type="application/x-shockwave-flash" width="18" height="18" src="http://www.gstatic.com/translate/sound_player.swf" allowscriptaccess="always" wmode="transparent" flashvars="sound_name="></embed></object></div>
<p><span id="result_box" class="short_text"><span style="background-color: #ffffff;" title="apocalípse">apocalypse</span></span></p>
<div dir="ltr">
<div id="tts_button" style="margin: 2px 6px 0pt 0pt; float: left; display: block;" title="Ouvir esta tradução"><object id="tts_object" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="18" height="18" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="sound_name=" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.gstatic.com/translate/sound_player.swf" /><embed id="tts_object" type="application/x-shockwave-flash" width="18" height="18" src="http://www.gstatic.com/translate/sound_player.swf" allowscriptaccess="always" wmode="transparent" flashvars="sound_name="></embed></object></div>
<p><span id="result_box" class="short_text"><span style="background-color: #ffffff;" title="apocalípse">apocalypse</span></span></div>
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<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>18 November, 2009 @ 19:32 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>18 November, 2009 @ 19:32 por Melanef</li>
	<li>18 November, 2009 @ 19:31 por Melanef</li>
	<li>18 November, 2009 @ 16:16 por Melanef</li>
	<li>18 November, 2009 @ 16:06 por Melanef</li>
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		<title>Contravenções</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2009/10/01/contravencoes/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 16:44:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ela me faz ir contra alguns princípios. Não que ela faça isso por querer. Não. Na verdade, eu faço isso por ela. Na verdade, eu faço isso porque quero estar com ela. Por exemplo: por causa dela, eu quero que a segunda feira chegue logo. Por causa dela, eu tenho que me esforçar para engolir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ela me faz ir contra alguns princípios. Não que ela faça isso por querer. Não. Na verdade, eu faço isso por ela. Na verdade, eu faço isso porque quero estar com ela. Por exemplo: por causa dela, eu quero que a segunda feira chegue logo. Por causa dela, eu tenho que me esforçar para engolir o meu orgulho. Por causa dela, eu revejo os meus conceitos e me deparo com um eu mesmo. Um eu de quem eu não gosto. Um eu que precisa de reforma.</p>
<p>Ela me faz ir contra eu mesmo. Não que ela faça isso por querer. Não. Na verdade, eu faço isso por ela. Na verdade, eu faço isso porque quero estar com ela. Por exemplo: por causa dela, eu quero vencer minha ansiedade, meu egoísmo, minha estupidez e minha ranhetice. Tudo de uma vez. O quanto antes. Para ser. Melhor. Para ela. Quero deixar de ser eu. Eu como sou. Tirano e prepotente. E orgulhoso. Porque ela odeia gente orgulhosa.</p>
<p>Ela me faz ir contra meus hábitos. Não que ela faça isso por querer. Não. Na verdade, eu faço isso por ela. Na verdade, eu faço isso porque ela me faz me sentir diferente. Antes, me pegava rindo igual bobo, sem motivo mas com um motivo absolutamente compreensível. Ainda me pego. Mas quando estou sozinho, me pego a chorar. Chorar porque não entendo. Não entendo o que eu tenho de mais. Não entendo o que me destaca como merecedor disso. E por que eu fico feliz enquanto o mundo todo sofre ao meu redor? O que eu fiz para merecer tamanha graça?</p>
<p>Será que não posso transferir essa graça a um outro alguém? Não que seja ruim, é maravilhoso. Mas dói ler um <a href="http://ideiasdegirino.blogspot.com/2009/09/enquanto-eu-e-mamys-esperavamos-tia-lu.html" target="_blank">texto</a> e deparar com tanta dor, e se perguntar por que é que alguém tem que sofrer assim enquanto eu sou feliz? Dá aquela puta sensação de egoísmo culpado. Aquela sensação de que o mundo anda meio torto e é culpa minha.</p>
<p>Ela me faz me perguntar se sou merecedor. Logo eu que sempre me perguntei se era merecedor. Mas antes reclamava do desconcerto do mundo, que para mim, consistia em estar sozinho. Agora reclamo do desconserto do mundo de só eu me sentir bem. É pecado sentir-se pleno por natureza? Por estar junto de quem se ama? Por achar que é amor essa plenitude?</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>1 October, 2009 @ 13:44 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>1 October, 2009 @ 13:44 por Melanef</li>
	<li>1 October, 2009 @ 13:43 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Quereres</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2009/09/21/quereres/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 04:02:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Não me sinto cansado. Mas não quero ficar acordado. Quero. Não quero. Quero. Não quero. Quero dormir. Dormir para passar rápido. Para a noite virar dia. Para a ausência virar presença. Que se fico acordado, a noite demora a passar. Demora na espera. Espera que pode ser em vão. Eu mesmo mandei ela não voltar. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não me sinto cansado. Mas não quero ficar acordado. Quero. Não quero. Quero. Não quero. Quero dormir. Dormir para passar rápido. Para a noite virar dia. Para a ausência virar presença. Que se fico acordado, a noite demora a passar. Demora na espera. Espera que pode ser em vão. Eu mesmo mandei ela não voltar. Precisava descansar, a coitada. E se ela voltar, vou ficar atrapalhando; se atrapalho, ela demora, se demora, fica cansada, se fica cansada, amanhã estará péssima.</p>
<p>Prefiro que ela durma. Que eu durma. Que ambos durmamos. Separados por quase vinte quilometros de distância. Que assim não há mal. Que assim amanhã estaremos descansados. Eu, sem dúvida, não preciso levantar cedo às segundas. Ela, porque precisa mesmo descansar. E é claro que prefiro que ela se sinta bem a passar um momento mal por minha causa. Não, longe de mim. Não quero. Prefiro abster-me do contato com ela para que ela se sinta bem. Bem para o que ama. O trabalho. E eu que sou o &#8220;homem altivo e laborioso&#8221;<a href="#aboutName">*</a>.</p>
<p>Nessa hora, sou forçado a me perguntar o que eu quero dela. Primeiro, que seja feliz. Que é o que desejo a quem eu quero tão bem quanto a ela. E olha que são poucas as pessoas. Depois, que se cuide, que se deixar, ela nos deixa com uma mão na frente e outra atrás, sem despedida, de tanto trabalhar. Mas e em terceiro ? Isso já foi tema de discussão.</p>
<p>Acho que eu mesmo não sei o que quero. Será que quero que ela goste de mim? Será que quero que ela goste de mim na mesma intensidade que gosto dela? Será que não estou sendo injusto? Será que quero demais dela? Será que é verdade e só eu não sei, mas no fundo, eu só quero sexo?</p>
<p>Incrível essa idéia de querer e não saber que se quer. Tem um nome, chamam de subconsciente. Temo pelo que o meu subconsciente pode querer sem me contar. Vai que eu tenho um pervertido por trás da cortina?!</p>
<p>Mas, será que não quero demais dela? Mas o que eu quero, mesmo? Será que quero possuí-la? Tê-la para mim, no âmago do meu <a title="Egoísmo" href="http://blog.melanef.com.br/2009/02/26/egoismo/">egoísmo</a>, tê-la como uma salvação mágica, isso, uma solução divina para o problema da solidão. Será que isso não é exigir demais dela? Esperar demais dela?</p>
<p>Tenho um grave problema com esperar demais das pessoas. Convenci-me, por várias vezes, que alguém poderia me oferecer algo, esperei algo dessa pessoa, e quando dei por mim, mais uma vez a porta da decepção batia na minha cara com o mesmo aviso em letras vermelhas e caixa alta: &#8220;Nunca espere nada de ninguém&#8221;.</p>
<p>Será que quero dela uma fuga? Uma válvula de escape? Uma saída? Ou seria uma entrada? De repente, quero dela o contrário, uma entrada. Será que não to vampirizando a vontade de viver dela? Será que não to vivendo a vida dela? Será que através da vida dela quero viver? E será que seria este o motivo de eu querer a felicidade dela? Porque assim, a minha felicidade viria junto, como numa venda casada.</p>
<p>Será que quero ela para apresentar aos meus pais? Ou talvez aos meus amigos? Ou talvez a mim mesmo? Ao meu eu pervertido, aquele que cogitei a possibilidade de existir parágrafos atrás. Será que quero ela para ter alguém a quem ser leal? Será que quero que ela seja leal a mim? Será que quero dela um compromisso? Uma certeza? Será que isso não é querer demais? Voltamos à idéia de esperar demais.</p>
<p>Será que não quero estar com ela para elevar minha auto-estima? Será que não quero estar com ela para fazer ciúme a alguém? Mas se for, quem? No atual momento, desconheço. Juro. Verdade!</p>
<p>No fundo, no fundo, não sei exatamente tudo o que quero dela. Uma coisa eu tenho certeza. Uma coisa que essa, me reservo no direito de achar que ela também quer de mim. Pelo menos isso. É uma coisa simples. É sublime. É fofo, como ela diria. Acho que é auto-justificável na sua essência. Acho que pelo simples fato de eu querer isso, já explica o que sinto aqui dentro, este querer a respeito dela.</p>
<p>E o tal querer tão misterioso, o querer singular, o querer ímpar, o filho único de mãe-solteira, excepcional diante dos quereres que não sei se quero ou não, a única certeza que tenho, é que quero estar com ela. Quanto? Quanto for possível. Mas sei que não posso abusar, se não ela se cansa de mim e me manda pastar. Se pudesse, dava um jeito de passar o tempo todo ao lado dela. Nem que fosse para vê-la dormir, ou trabalhar. Mais provável o segundo, porque o primeiro ela pouco faz.</p>
<p>Nem que fosse para dar bom-dia logo que acorda ao vivo e beijo de boa-noite antes de dormir, ambos em substituição à cento e quarenta caracteres em uma mensagem de texto de celular. E talvez assim, o meu querer parasita estivesse satisfeito.</p>
<p>Repito que estou ciente da impossibilidade. Imagina, antes da primeira semana ela teria me dado um tiro. Seria exatamente igual à reação dos glóbulos brancos que têm por fim exterminar qualquer parasita localizado no nosso corpo. Por isso, me contento em estar com ela quando ela quer estar comigo. Quando ela deixa. Quando ela decide que posso para não ficar mal-acostumado. Porque é assim que tem que ser. Se não, ela cansa de mim.</p>
<p><a name="aboutName">*</a> Significado do nome Amauri: Homem altivo e laborioso. Fonte: <a href="http://www.significado.origem.nom.br/nomes/amauri.htm" target="_blank">Da juventude</a></p>
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	<li>21 September, 2009 @ 1:03 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>21 September, 2009 @ 1:01 por Melanef</li>
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		<title>Fico</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 17:53:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se fico, é uma tortura. Se vou, é uma tortura. Se fico, porque secretamente tenho esperança de que ela apareça. Se vou, porque secretamente tenho esperança que ela apareça. Primeiro, porque é uma ansiedade só esperar que ela apareça. Segundo, porque se ela aparecer, não estarei lá. E se ela aparecer e não tiver assunto? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se fico, é uma tortura. Se vou, é uma tortura. Se fico, porque secretamente tenho esperança de que ela apareça. Se vou, porque secretamente tenho esperança que ela apareça. Primeiro, porque é uma ansiedade só esperar que ela apareça. Segundo, porque se ela aparecer, não estarei lá. E se ela aparecer e não tiver assunto? E se aparecer eu estiver longe? E se tentar falar comigo? Pior: e se não tentar? E se a gente discute por uma bobeira qualquer?</p>
<p>Pelo sim. Fico. Pelo não. Fico. Enquanto aguentar. Fico. Enquanto puder. Fico. Porque vai ver, ela aparece. Fico. Porque vai ver, a conversa é boa, como sempre. Fico. Porque enquanto ela não disser que vai embora e for mesmo, aqui é o melhor lugar. Fico. Porque se não aparecer, não terá sido por falta de eu esperar. Fico. Porque se eu ficar significa ter mais chance de falar um segundo a mais com ela, vale a pena. Por isso. Fico.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>17 September, 2009 @ 14:54 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>17 September, 2009 @ 14:53 por Melanef</li>
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		<title>Carbono</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 13:54:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu sei. Que uma hora ela vai me largar. Eu sei disso. E temo por isso. E temo saber. E temo estar certo. E temo que seja logo. Temo também que seja daqui a muito tempo. (&#8230;)Andava apreensivo e o meu hábito de ruminar cada coisa durante muito tempo estava acabando com ele, mas era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei. Que uma hora ela vai me largar. Eu sei disso. E temo por isso. E temo saber. E temo estar certo. E temo que seja logo. Temo também que seja daqui a muito tempo.</p>
<blockquote><p>(&#8230;)Andava apreensivo e o meu hábito de ruminar cada coisa durante muito tempo estava acabando com ele, mas era inevitável.(&#8230;)</p>
<p style="text-align: right;">CORTÁZAR, Julio. O Jogo da Amarelinha, p.70-71</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">O velho hábito. De ruminar. Engolir e regurgitar. E engolir novamente. E mastigar sempre. De novo. E. De novo. Repassar cada cena. Repassar cada fala. Repassar cada momento. Tentando não perder nada. Tentando me apegar a algo. Tentando agarrar. Agarrar ela, ou a esperança. Solta numa frase. Ou numa consideração. Ou num instante.</p>
<p style="text-align: left;">Sou uma vaca sentimental pastando em busca da certeza do sucesso ou da incerteza do fracasso. Fracasso. Por não ser tudo isso. Por não apaga-lo. Por não removê-lo dela. Por não tirá-la das garras dele. Uma incerteza. Uma eterna incerteza. Tão eterna como o prego que mantém a Terra em órbita. Órbita torta. Órbita elíptica.</p>
<p style="text-align: left;">Sim. Eu sei. É tudo coisa da minha cabeça. Sei que não deveria. Não deveria pensar. Mas o pensar é mais forte que eu. Como o trabalhar é mais forte que ela. Como o amar é mais forte que nós dois juntos. Seja eu a ela, ou ela a mim, ou ela a outro alguém, ou eu a uma qualquer.</p>
<p style="text-align: left;">Será uma longa semana. Uma semana de doze dias. E este dia é como uma unidade molecular. A mesma unidade molecular usada na massa atômica. Um doze avos de um átomo de Carbono-12. Um doze avos de uma semana imensa.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>14 September, 2009 @ 10:53 por Melanef</li>
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		<title>Absolutismo</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2009/09/13/absolutismo/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 17:50:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há o que? Dois meses? Que houve uma poesia. Que houve a última publicação. Talvez um pouco mais de tempo desde um texto que dissesse de mim mais do que eu gostaria que pensassem. Não que não houvessem coisas a serem ditas. Haviam. Centenas. Inúmeras. Crescentes e borbulhantes. Em um estado de ebulição, pedindo para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há o que? Dois meses? Que houve uma poesia. Que houve a última publicação. Talvez um pouco mais de tempo desde um texto que dissesse de mim mais do que eu gostaria que pensassem.</p>
<p>Não que não houvessem coisas a serem ditas. Haviam. Centenas. Inúmeras. Crescentes e borbulhantes. Em um estado de ebulição, pedindo para serem gritadas, cospidas, vomitadas sobre quem quisesse  ler ou sobre o passante distraído na rua. Em um instante. Instante incostante. Lunático constante. Constante incostante.</p>
<p>E hoje há de novo. Há ainda. Há sempre, há porque existo. Há porque o ar é o meio no qual viajam as moléculas de Oxigênio (O<sub>2</sub>) que é o sustento destas células. Estas, que viajam o corpo todo levando alimento às outras células. E estas também, que se contraem e esticam para movimentar dedos e mãos. E estas que processam o alimento recém ingerido. E estas que neste exato instante constroem essas palavras a serem digitadas por aquelas outras que são ocupadas por movimentar. Enquanto isso ocorre, cá estou eu. Cá estou eu a pensar, a ruminar, a remoer, engolir e regurjitar o que permeia o pensamento.</p>
<p>O que permeia o pensamento ?? Não sei, só sei que nada sei. Frase célebre. Parecer célebre. Ser célebre por tabela. Ser por parecer.</p>
<p>O que importa é o que sinto. E o que sinto, hoje, agora, há algum tempo, é um estar absoluto. Não é o estado de &#8220;estar&#8221; que é absoluto, mas sim eu que me sinto estar absoluto. Absoluto, ou completo, ou preenchido.</p>
<p>Há instantes, pensei em traçar um paralelo entre a ação de escrever com objetivo e o ato de amar. Ambos são bastante semelhantes n&#8217;alguns aspectos. No primeiro, deve-se esconder do leitor o que deseja-se que ele descubra por sí só, mas deve-se também dizer o que ele precisa saber para deduzir. É o dizer-sem-dizer, o dizer obscuro, por meneios, por voltas e trejeitos, seja o que for. No amor, ao que parece do pouco que aprendi dessa vida, deve-se também amar-sem-amar, querer-sem-querer. Deve-se evitar dar a certeza ao outro, se não tudo torna-se fácil demais. Não que deva ser difícil, deve-se achar o meio termo. Igual escrever com propriedade. Escrever com propriedade e amar com vontade estão intimamente conectados nessa característica.</p>
<p>Mas isso cansa. Sim, cansa. Notem como escrevo. Poderia ter descrito as mesmas idéias que nessas linhas até aqui em N! (êne-fatorial) parágrafos e teria sido muito mais instigante e interessante (ou não, há controvérsias) ao leitor, e no final ele se sentiria muito mais satisfeito de ter decifrado a mensagem escondida em tantas artimanhas. E devo admitir que no amor atuo da mesma forma. Sei que talvez eu esteja privando a pessoa da delícia da descoberta por mérito próprio quando digo a ela a respeito do meu interesse. Mas cansei. Cansei de fingir não sentir. Cansei de jogar. Porque deve-se jogar?</p>
<p>Tanto amar quanto escrever são dois esportes cujo melhor resultado possível é o empate. Para que uma composição valha a pena, tanto autor e leitor devem empatar, pontuando simultaneamente em cada oração, em cada proposição e explicação, n&#8217;onde o primeiro pontua ao desafiar e o segundo pontua ao cumprir o desafio proposto ao seu intelectuo. Os amores que dão certo são assim também. Caso um dos dois vença, a relação está fadada à dependência de um ou de outro, ao invés de ambos. E é incrível como é possível que o ambos possa ser substituido por um ou outro simplesmente, como se fossem mesmo equivalentes.</p>
<p>Assim sendo, uma vez que eu mesmo venho a propor e me desarmo na incapacidade de continuar a propor, será que estou decretando um empate em zero a zero, ou estaria eu entregando os pontos ao adversário-companheiro-parceiro-amante sem mais nem menos?</p>
<p>Acabei de dizer, em uma conversa, que privar alguém de uma provação ou de um sofrimento é a maior injustiça que alguém pode cometer a este outro alguém. Isso porque é sofrendo que as pessoas crescem. Infelizmente, o mundo é uma grande polidor de pedras. &#8220;(&#8230;)Um grande tambor que gira sem parar, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, cheios de água, pedras e cascalho. Moendo tudo o que está dentro e girando sem parar. Polindo aquelas pedras feias até transformá-las em gemas bonitas. A Terra é assim, e gira por causa disso. Nós somos as pedras. E as coisas acontecem conosco&#8230; drama, dor, alegria, guerra, doença, vitória e maus-tratos&#8230; ora, são apenas água e areia para nos erodir. Para nos moer. Para nos polir até ficarmos bonitos e brilhantes.&#8221; (PALAHNIUK, Chuck. Assombro, p. 101). Isso se expande a tudo, cada contato, cada sensação, cada impressão fazem parte deste processo de polimento e lapidação. Cada relação é uma lasca. Se essa lasca nos faz melhor ou pior, não interessa, mas tudo é uma lasca, e a diferença que isso faz para nós é quanto a presença ou ausência dessa lasca faz falta ou não, quanto isso nos afeta.</p>
<p>Ao mesmo tempo, essa também é a maior prova de compaixão, a maior prova de justiça e inteligência humana. Por gostarmos, querermos bem a alguem, somos incapazes de deixar que as pessoas passem pelas próprias provações e sofrimentos sem que nós tentemos diminuir-lhes a dor, sem saber, ou mesmo sabendo que com isso estamos privando essas pessoas do próprio crescimento, da própria melhora, do progresso.</p>
<p>Será que então, quando me nego a jogar o jogo, quando recuso-me a esconder por esconder sabendo que o melhor resultado possível é um empate, será que neste momento, eu não estou privando-a de me conhecer? Quer dizer, faço isso justamente para que ela me conheça de cara, mas será que não tiro algo dela como aquele gostinho de me conhecer amplamente como só quem descobre pode sentir, diferentemente de quem é ensinado?</p>
<hr />
<p>Espero que não. Sinceramente. Espero que não esteja privando-a disso. Porque simplesmente prefiro as coisas ditas sem medo. Prefiro entregar-me. Prefiro dizer. Dar a cara a tapa. Estou aqui. Uma face. Não. Duas faces. Esperando. Pelo seu tapa. À sua total disposição. Para morrer. Por você. Para o que. Você quiser.</p>
<p>Em suma. Sinto-me absoluto, completo, reconstruido. Vítima de epifania. Sim. Imobilizado neste momento. De tamanha maravilha que admiro. O mundo. Sim. Belo. Respeitável. Da natureza ao fútil. Do profundo ao singelo. Do tecnológico ao emocional.</p>
<p>Passar bem.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>13 September, 2009 @ 14:50 por Melanef</li>
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		<title>O Arrependimento</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2009/07/04/o-arrependimento/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 05:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Amauri de Melo Junior]]></category>
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		<category><![CDATA[poema]]></category>

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		<description><![CDATA[Há dias e dias &#8230; hoje há no céu uma lua crescente; há um amor nesse coração descrente&#8230; Soneto do Arrependimento E não se pode mesmo comprar o amor Quem tenta acaba só conseguindo dor Mas se pudesse, o dela eu compraria E com tudo o que posso ter, eu pagaria E não se pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há dias e dias &#8230; hoje há no céu uma lua crescente; há um amor nesse coração descrente&#8230;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>Soneto do Arrependimento</strong></p>
<p style="text-align: center;">E não se pode mesmo comprar o amor<br />
Quem tenta acaba só conseguindo dor<br />
Mas se pudesse, o dela eu compraria<br />
E com tudo o que posso ter, eu pagaria</p>
<p style="text-align: center;">E não se pode mesmo voltar àquele momento<br />
Que eu senti nascer em mim o sentimento<br />
Mas se pudesse, uma vez só eu voltaria<br />
E o mundo todo, de cor, se encheria</p>
<p style="text-align: center;">Mas não se pode fazer o tempo voltar<br />
Ou alguém incondicionalmente me amar<br />
Então vou lutar para ela, eu reconquistar</p>
<p style="text-align: center;">E se der certo, a levarei para ver o mar<br />
A mulher mais feliz do mundo, eu irei a decretar<br />
E todos os dias, o que eu sinto, vou reafirmar</p>
<p style="text-align: right;">Amauri de Melo Junior<br />
(04/07/2009)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">Desejo a todos que sejam felizes &#8230; sempre &#8230; independente de acompanhados ou não, saudáveis, de preferência, e com animo, sempre que quiser algo conquistar, seja o que for, seja quem for.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>4 July, 2009 @ 2:12 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>4 July, 2009 @ 2:00 por Melanef</li>
	<li>4 July, 2009 @ 2:00 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>A Saga</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2009/06/24/a-sag/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 03:43:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ok, aqui estou de novo, e dessa vez, com o motivo das minhas dores. Sim, finalmente um diagnóstico. A saga Eu sempre sonhei ser amado por alguém E até desejei ser capaz de amar também E essa sempre foi a minha maior ambição E eu sempre quis ser satisfazer meu coração Mas esse sonho sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ok, aqui estou de novo, e dessa vez, com o motivo das minhas dores. Sim, finalmente um diagnóstico.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center"><b>A saga</b></p>
<p style="text-align: center">Eu sempre sonhei ser amado por alguém<br />
E até desejei ser capaz de amar também<br />
E essa sempre foi a minha maior ambição<br />
E eu sempre quis ser satisfazer meu coração</p>
<p style="text-align: center">Mas esse sonho sempre me causou destruição<br />
Foi a minha louca busca que me levou<br />
Sempre ao desespero de uma nova paixão<br />
E sempre fui afundando mais e mais e aqui estou</p>
<p style="text-align: center">Aqui, no fundo do poço onde me definho<br />
Busco novamente tentar encontrar uma saída<br />
Nem que for só o que restou do meu caminho</p>
<p style="text-align: center">E eu gostaria de poder contar com alguma ajuda<br />
Mas sei que a culpa é só minha<br />
Se no meu peito há esta dor aguda</p>
<p style="text-align: right">Amauri de Melo Junior<br />
(23/06/2009)</p>
</blockquote>
<p>A idéia desse texto veio hoje de manhã, quando minha mãe me perguntou sobre o programa de sábado à noite. Como o desfecho foi trágico, no final das contas, e agora sei que por minha própria culpa, eu respondi que não interessava, e ela, claro, se zangou e ralhou comigo porque eu sou estúpido. Além disso, algo vem pesando na minha cabeça que é a bronca que uma amiga minha me deu no fim de semana por causa da minha impulsividade, nas palavras dela, &#8220;se você não dá valor à sua vida o suficiente, os seus amigos que te amam dão e não querem te perder&#8221;. </p>
<p>Bem, não foi díficil deduzir com esses dois apontamentos, além do tema do Evangelho de domingo: &#8220;O Amor&#8221;. Aí que está. Eu não sei amar. Eu sempre busquei quem me amasse, sempre busquei alguém a quem amar, sempre me atirei nos braços de quem eu queria que me amasse sem nem ao menos amar a mim mesmo primeiro. Eu não lembro de um só momento que eu tenha amado a mim mesmo que não tenha sido quando achava que tinha a quem amar. </p>
<p>Acho que nessas ocasiões, o mundo se enchia de cor, tudo tinha um sentido, tudo dava prazer. Como foi a semana passada. Ler dava prazer; esperar dava prazer; dormir dava prazer; sentir dor dava prazer; tudo, absolutamente tudo dava prazer. E não digo o prazer no significado estrito da palavra, mas sim no sentido amplo, o prazer de viver. Eu tive prazer de viver. Algo que nunca tive. </p>
<p>Nunca soube amar a mim mesmo, logo, não poderia amar ninguém. Como diz no mandamento: &#8220;amar ao próximo como a si mesmo&#8221;, mas MEU DEUS, se eu não me amo, eu não sou capaz de amar ninguém, não poderia nem amar a mulher da minha vida. Corro o risco de ela ter passado pela minha vida já e eu não ter notado, porque eu não me amo e não estive pronto para recebê-la, eu estava ocupado procurando o amor que eu tanto carecia em outras pessoas, ao invés de mim mesmo. </p>
<p>Acho que esta é a forma mais medíocre de viver a vida. Me sinto o mais imprestável dos seres humanos. Me sinto a escória da humanidade, e não espero que vocês tenham pena de mim, desejo é que, com isso, vocês notem como a vida de vocês é boa. É na ausência do meu amor-próprio que reside a minha paranóia. É na falta de eu me aceitar e me amar como sou que reside a causa de todas as minhas falhas na vida inteira. </p>
<p>Eu lembro de ter chorado quando Airton Senna morreu, mas não chorei quando roubava dinheiro da minha avó aos seis anos. Não sei nem para que precisava daquele dinheiro, eu achava que precisava de algo que não me pertencia, por achar que seria importante ter dinheiro. Eu sei que chorei várias vezes quando uma paixão tomava um desfecho negativo, mas nunca chorei por não ter aproveitado a minha vida direito, nunca chorei por ter desperdiçado a minha infância dentro de casa ao invés de conhecer pessoas e experimentar a socialização; ou ainda, não chorei quando minhas notas não eram boas o suficiente para trazer satisfação para os meus pais que investiam no meu futuro. </p>
<p>Eu não sou capaz de amar nem quem me faz bem, quem dirá quem me faz mal, ou quem me trata com indiferença?? Por isso que sim, agora tudo se encaixa perfeitamente, tudo faz sentido. E eu aceito com resignação. Obrigado pela leitura. </p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>24 June, 2009 @ 0:43 por Melanef</li>
	<li>24 June, 2009 @ 0:43 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dark Night of the Soul</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2009/06/21/dark-night-of-the-soul/</link>
		<comments>http://blog.melanef.com.br/2009/06/21/dark-night-of-the-soul/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 12:37:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[O Título do post de hoje é o nome do novo projeto do Sparklehorse, juntamente com um cara que eu não conhecia chamado Danger Mouse. Eles comporam as músicas e convidaram alguns artistas para realizarem as performances. E é incrível como as melodias caem perfeitamente bem nas vozes desses artistas. É ao som disso que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Título do post de hoje é o nome do novo projeto do Sparklehorse, juntamente com um cara que eu não conhecia chamado Danger Mouse. Eles comporam as músicas e convidaram alguns artistas para realizarem as performances. E é incrível como as melodias caem perfeitamente bem nas vozes desses artistas. É ao som disso que eu, mais vazio do que uma bexiga furada, venho trazer a vocês a minha mais nova experiência.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center"><b>Recorrência</b></p>
<p style="text-align: center;">É incrível o poder do ser humano<br />
O poder de simplesmente sonhar<br />
Mas sempre me pergunto se não foi engano<br />
Sonhar com o que não se podia conquistar</p>
<p style="text-align: center;">E eu sei que sempre defendi<br />
A idéia de que se foi opção pensada<br />
Não posso chamar de engano o que cometi<br />
Pois a escolha foi devidamente analisada</p>
<p style="text-align: center;">Mas se foi analisada, me pergunto a razão<br />
De ter culminado em tal fracasso, esta dor<br />
Será que não foi um esforço a mais em vão?</p>
<p style="text-align: center;">E se foi em vão, porque resta esse rancor<br />
De mim mesmo, que não fui capaz de administrar<br />
As vontades e as necessidades desse novo amor?</p>
<p style="text-align: right;">Amauri de Melo Junior<br />
(21/06/2009)</p>
</blockquote>
<p>Esse texto tem um motivo sim. Quer dizer, até onde vale a pena ir em busca de uma relação, em busca de uma companheira, em busca de alguém que se ame e que te ame de volta? Sinceramente, para mim, até o inferno, se necessário for. O problema é achar quem esteja disposta a me aceitar, seja aqui, seja lá (no inferno).</p>
<p>O pior é que às vezes, você acha alguém que te chama a atenção, alguém que te dá atenção, alguém que se encanta com você com a mesma velocidade com a qual você se encantou com ela. E aí que ta o super-poder do ser-humano de se sonhar, mas no meu caso, sonhar com o impossível, com o absurdo, com a transgressão das regras deste mundo: a felicidade. Acho que já disse aqui e repito que a felicidade não pertence a este mundo.</p>
<p>O fato é que conheci sim alguém que, de início, parecia ser quem eu havia buscado a vida inteira. Mas acho que cometi o mesmo erro de sempre, que é esperar algo das pessoas. Já dizia uma pessoa muito sábia: &#8220;Nunca, nunca, nunca espere nada de ninguém. Ninguém te oferece nada, você sim, deve oferecer, mas sem esperar algo&#8221;. E é isso, eu esperava mais do que a pessoa estava disposta a me oferecer.</p>
<p>Assim sendo, acho que é hora de voltar à minha reclusão solitária, voltar às paixões de uma semana, voltar às baixíssimas expectativas. Desejo a todos uma sorte melhor que a minha.</p>
<p>Passar bem.</p>
<p>PS: Para ilustrar, coloco aqui três músicas. A primeira, é a história da minha vida, e um dos versos do final tem sido o meu lema já há algum tempo: &#8220;All the love gone bad turned my world to black&#8221; (Todo o amor que deu errado tornou o meu mundo negro) e outro verso do final diz: &#8220;I know someday you&#8217;ll have a beautiful life, I know you&#8217;ll be a star In somebody else&#8217;s sky, but why Can&#8217;t it be, can&#8217;t it be mine&#8221; (Eu sei que algum dia você terá uma vida linda, eu sei que você será uma estrela no céu de outra pessoa, mas porque não pode ser no meu) ; a segunda é uma das músicas que mais me toca; a terceira é uma música do projeto supracitado.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/a5sxdJF5WEY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/a5sxdJF5WEY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dvBPCm25z4I&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/dvBPCm25z4I&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3OaBAbBVQEA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/3OaBAbBVQEA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>21 June, 2009 @ 9:51 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>21 June, 2009 @ 9:37 por Melanef</li>
	<li>21 June, 2009 @ 9:37 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Espetáculo</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2009/05/14/o_espetaculo/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 May 2009 13:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Poesia nova &#8230; e esta tem dois temas &#8230; o primeiro, mais comum nas minhas composições, é a Paixão &#8230; o outro é o show do Radiohead, que como demonstrei em alguns posts anteriores, me emocionou muito de tão bom que foi. Segue&#8230; O Espetáculo Muitos como eu se reuniram Para assistir a uma apresentação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poesia nova &#8230; e esta tem dois temas &#8230; o primeiro, mais comum nas minhas composições, é a Paixão &#8230; o outro é o show do Radiohead, que como demonstrei em alguns posts anteriores, me emocionou muito de tão bom que foi.</p>
<p>Segue&#8230;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>O Espetáculo</strong></p>
<p style="text-align: center;">Muitos como eu se reuniram<br />
Para assistir a uma apresentação<br />
E todos supunham ou sabiam<br />
Da preciosidade da ocasião</p>
<p style="text-align: center;">Todos esperavam uma onda<br />
Mista de melancolia e emoção<br />
Era a marca registrada<br />
Daqueles que eram a atração</p>
<p style="text-align: center;">Porém eu não esperava<br />
Que logo algo roubaria<br />
Toda a minha atenção<br />
Era carisma que encantava,<br />
Beleza que enlouquecia<br />
Quem notava maravilhosa visão</p>
<p style="text-align: center;">Tão notável era a beldade<br />
Que disputava em pé de igualdade<br />
Com os responsáveis por aquela comoção<br />
A minha mais sincera admiração<br />
E ela atraia enquanto idolatrava<br />
E a música fluia enquanto eu sonhava</p>
<p style="text-align: center;">E então, me senti perplexo<br />
O coração totalmente dividido<br />
Ao som daquela música<br />
Ao som do ídolo aplaudido</p>
<p style="text-align: center;">Foi aí que me senti solitário<br />
Em meio à toda aquela multidão<br />
Simplesmente não posso negar:<br />
Naquele instante, nascia uma paixão</p>
<p style="text-align: right;">Amauri de Melo Junior<br />
(14/05/2009)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">Fico por aqui &#8230; até mais</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>14 May, 2009 @ 10:23 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>14 May, 2009 @ 10:22 por Melanef</li>
	<li>14 May, 2009 @ 10:22 por Melanef</li>
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		<title>Abordagem</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 12:44:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ta legal &#8230; o texto de ontem à noite não ta tosco &#8230; ta péssimo &#8230; isso que dá se aventurar a escrever algo por conta própria sem planejamento algum: meia dúzia de versos porcos. Mas to assim e quero porque quero escrever. Espero que este esteja um pouco melhor: Abordagem Eu deveria começar por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ta legal &#8230; o texto de ontem à noite não ta tosco &#8230; ta péssimo &#8230; isso que dá se aventurar a escrever algo por conta própria sem planejamento algum: meia dúzia de versos porcos. Mas to assim e quero porque quero escrever. Espero que este esteja um pouco melhor:</p>
<blockquote><p><strong>Abordagem</strong></p>
<p>Eu deveria começar por te elogiar de uma forma banal<br />
Citando qualquer detalhe que chame a atenção<br />
Mas fazer isso seria faltar com observação<br />
Já que você inteira é de uma beleza descomunal</p>
<p>E penso que descrever assim não é o bastante<br />
Percebo que falta palavra, metáfora ou expressão<br />
Para expressar o que causa em mim a sua visão<br />
E concluo que nada no mundo é verdadeiramente importante</p>
<p>Me pergunto o que é capaz de te trazer alegria<br />
Pois é fácil pensar em largar tudo e viver em função de ti<br />
Sendo assim, um sorriso seu valeria meu dia</p>
<p>A vida não teria mais infelicidade<br />
O mundo seria colorido como jamais foi<br />
Todo sentimento além do amor seria uma banalidade</p>
<p style="text-align: right;">Amauri de Melo Junior<br />
(26/03/2009)</p>
</blockquote>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>26 March, 2009 @ 9:45 por Melanef</li>
	<li>26 March, 2009 @ 9:44 por Melanef</li>
	<li>26 March, 2009 @ 9:44 por Melanef</li>
	<li>26 March, 2009 @ 9:43 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Just a wonderful night</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2009/03/23/just_a_wonderful-night/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 19:08:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Segue abaixo trecho de uma conversa com amiga minha &#8230; sobre uma das experiências mais marcantes da minha vida que foi ontem &#8230; quem viu viu, quem não viu, tente imaginar através das minhas palavras &#8230; Viviane diz: oie Amauri &#8211;&#62; A night of 26 worderfull dreams diz: hey hey!!! tudo bom contigo ? Viviane [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segue abaixo trecho de uma conversa com amiga minha &#8230; sobre uma das experiências mais marcantes da minha vida que foi ontem &#8230; quem viu viu, quem não viu, tente imaginar através das minhas palavras &#8230;</p>
<blockquote><p><strong>Viviane  diz: </strong><br />
oie<br />
<strong>Amauri &#8211;&gt; A night of 26 worderfull dreams  diz: </strong><br />
hey hey!!! tudo bom contigo ?<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
eh&#8230; nao totalmente to meio gripada x_x mas jah melhorei hehe<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
e vc?? =D<br />
<strong>Amauri &#8211;&gt; A night of 26 worderfull dreams  diz: </strong><br />
ouch &#8230; estimo as melhoras<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
valeu ^^<br />
<strong>Amauri &#8211;&gt; A night of 26 worderfull dreams  diz: </strong><br />
eu to feliz e triste ao mesmo tempo &#8230; extasiado e esgotado &#8230;<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
ah eh?<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
pq?<br />
<strong>Amauri &#8211;&gt; A night of 26 worderfull dreams  diz: </strong><br />
como diz o meu nick, o show de ontem foi &#8220;uma noite de vinte e seis sonhos maravilhosos&#8221; (numa descrição bem clichê), foi simplesmente incrível, fantástico, magnífico, maravilhoso e tudo isso junto e acumulado ainda é pouco<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
=DDDDD<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
q bom =D eu ai te perguntar como tinha ido msm hhe<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
mas pq triste?<br />
<strong>Amauri &#8211;&gt; A night of 26 worderfull dreams  diz: </strong><br />
e triste pq acabou &#8230; esgotado por cansaço físico &#8230; extasiado pela carga emocional que o show me deu &#8230; feliz por ter feito parte do que alguns críticos chamam de melhor apresentação da banda<br />
<strong>Amauri &#8211;&gt; A night of 26 worderfull dreams  diz: </strong><br />
triste porque agora só Deus sabe quando vou provar de novo da companhia de cinco músicos que gravaram suas imagens e seus sons na minha memória, meus tímpanos, minhas retinas e no meu coração com tudo o que sinto pelo que a música deles representa para mim &#8230; o show foi muito mais uma experiência particular de cada um dos espectadores do que do grupo coletivo mas ao mesmo tempo muito mais interpessoal do que reclusa já que todas as pessoas compartilham de sentimentos parecidos em relação a tudo isso &#8230; e eu acho que to um tanto quanto poético hoje<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
hmmm =/<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
ehh, ta msm ^^<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
mas pense q foi um privilegio vc poder ter participado disso tudo<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
pq por pouco vc nao pode<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
ainda bem, fico feliz por vc ter ido e vivido tdo isso =)<br />
<strong>Amauri &#8211;&gt; A night of 26 worderfull dreams  diz: </strong><br />
mas diante do que presenciei hoje, não tenho coragem de colocar o lápis sobre o papel e riscar palavras e versos pela mediocre (falta de) qualidade que será produzida &#8230; sabe quando vc fica com vergonha por fazer alguma coisa quando conhece algo ou alguém que faz isso de uma forma infinitamente superior ?? a música do Radiohead é muito mais poética do que suas letras transparecem, porque a mistura de sons desconexos e as letras melódicas tocam o íntimo de quem a aprecia &#8230; cada um enxerga o que quer nas entrelinhas &#8230; e vejo tudo o que já senti e jamais consegui colocar para fora &#8230; aí que agora dá aquela vergonha de compor algo achando que faço isso direito quando há quem o faça tão melhor<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
sei =/<br />
<strong>Amauri &#8211;&gt; A night of 26 worderfull dreams  diz: </strong><br />
e ahm &#8230; se você permitir, vou postar esta conversa, pode ser ?? acho que coloquei aqui bastante do que eu queria dizer sobre o show e sobre a experiência como um todo<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
haha ok ^^<br />
<strong>Amauri &#8211;&gt; A night of 26 worderfull dreams  diz: </strong><br />
mas enfim &#8230; vc vê como isso me tocou ?? depois de ter dito tudo isso, continuo ainda com o sentimento de que não atingi o ponto que queria, o que me força a dizer que estou &#8220;sem palavras&#8221;<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
haha<br />
<strong>Amauri &#8211;&gt; A night of 26 worderfull dreams  diz: </strong><br />
embora tenha derramado um caminhão delas sobre você e agradeço imensamente pela sua atenção já que eu realmente precisava disso<br />
<strong>Viviane  diz: </strong><br />
eu percebi.. ._.</p></blockquote>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>23 March, 2009 @ 16:09 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>23 March, 2009 @ 16:08 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Egoísmo</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2009/02/26/egoismo/</link>
		<comments>http://blog.melanef.com.br/2009/02/26/egoismo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 12:33:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ah, vamo lá! &#8230; eu sou filho único, sou de áries, tenho o direito de ser um pouco egoísta ou egocêntrico, não ?? por favor ?? Egoísmo Não me importa o desconcerto do mundo Me preocupo com este incômodo profundo Que me habita a entranha d&#8217;alma E me tira o sono, perturba, tira minha calma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, vamo lá! &#8230; eu sou filho único, sou de áries, tenho o direito de ser um pouco egoísta ou egocêntrico, não ?? por favor ??</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>Egoísmo</strong></p>
<p style="text-align: left;">Não me importa o desconcerto do mundo<br />
Me preocupo com este incômodo profundo<br />
Que me habita a entranha d&#8217;alma<br />
E me tira o sono, perturba, tira minha calma</p>
<p style="text-align: left;">Eu não ligo para a crescente violência<br />
Mas sim para este pesadelo em iminência<br />
Que é o presságio de uma vida solitária<br />
Sem a presença da minha companheira extraordinária</p>
<p style="text-align: left;">Por mim, as pestes podem se multiplicar<br />
Os políticos podem continuar a roubar<br />
A fome e a pobreza podem aumentar</p>
<p style="text-align: left;">Que só espero pelo fim deste sofrimento<br />
Que é a vida sem retribuição do meu sentimento<br />
Que me foi destinada sem o meu consentimento</p>
<p style="text-align: right;">Amauri de Melo Junior<br />
(26/02/2009)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">Passar bem &#8230;</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>26 February, 2009 @ 9:33 por Melanef</li>
	<li>26 February, 2009 @ 9:32 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Deja Vu</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2009/02/23/deja-vu/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 01:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[E lá vamos nós&#8230; Deja Vu Há um aroma diferente no ar O sol nasce para um novo dia A vida promete, novamente, ser só alegria Acho que estou, mais uma vez, a me apaixonar Eu morreria por um momento com ela E se você acha que, por isso, sou louco, É porque não sabe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E lá vamos nós&#8230; </p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>Deja Vu</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">Há um aroma diferente no ar<br />
O sol nasce para um novo dia<br />
A vida promete, novamente, ser só alegria<br />
Acho que estou, mais uma vez, a me apaixonar</p>
<p style="text-align: left;">Eu morreria por um momento com ela<br />
E se você acha que, por isso, sou louco,<br />
É porque não sabe o quanto é bela<br />
E se soubesse, diria que somente morrer é pouco</p>
<p style="text-align: left;">E o melhor de tudo nela é o sorriso<br />
Carregado de inocência e também malícia<br />
Na sua alegria vejo graça, na sua graça me regojizo</p>
<p style="text-align: left;">Mas não adianta que não vou tentar<br />
Descrevê-la é tarefa na qual mesmo os mestres<br />
Correm o risco de desapontar</p>
<p style="text-align: right;">Amauri de Melo Junior<br />
(23/02/2009)</p>
</blockquote>
<p>PS: ví &#8220;O Lutador&#8221; hoje &#8230; ele simplesmente termina, e não sei o que dizer &#8230; acho que terminar daquela forma foi impactante &#8230; </p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>23 February, 2009 @ 22:23 por Melanef</li>
	<li>23 February, 2009 @ 22:22 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>23 February, 2009 @ 22:20 por Melanef</li>
	<li>23 February, 2009 @ 22:19 por Melanef</li>
	<li>23 February, 2009 @ 22:18 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Reação</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2009/02/16/reacao/</link>
		<comments>http://blog.melanef.com.br/2009/02/16/reacao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 03:06:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Este eu dedico a todos os casos passados. Sejam os meus, os seus, os nossos, os de todo o mundo, os que estão por vir e os que passarão, enfim &#8230; Reação Porque há uma reação quando termina Não adianta, sempre há aquele clima. É que todo o lance é como comer chocolate, É uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este eu dedico a todos os casos passados. Sejam os meus, os seus, os nossos, os de todo o mundo, os que estão por vir e os que passarão, enfim &#8230;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;"><strong>Reação</strong></p>
<p style="text-align: left;">Porque há uma reação quando termina<br />
Não adianta, sempre há aquele clima.<br />
É que todo o lance é como comer chocolate,<br />
É uma delícia e depois fica aquele gosto amargo<br />
Não tem mais como evitar, não haverá resgate:<br />
Se for bom, ficará marcado na lembrança<br />
E a lembrança tornar-se-á desagradável<br />
Tal qual a analogia em sua semelhança,<br />
O contato passará a amargo e intragável</p>
<p style="text-align: left;">Nascerá daí uma fatal inimizade<br />
E aí verão como cada um é na realidade<br />
Mas perderão também a oportunidade<br />
De se encontrarem e serem felizes de verdade</p>
<p style="text-align: left;">
E toda uma chance de vida estará perdida<br />
Tudo porque não houve a química idealizada<br />
Ou então faltou que correspondece como fora desejada<br />
E se não se afastarem, nascerá daí uma ferida<br />
Em um ou no outro, sempre haverá um machucado<br />
Um se sentirá sempre como rejeitado<br />
O outro, acabará irritado com as tentativas<br />
Daquele que não cojitará buscar outras alternativas</p>
<p style="text-align: left;">
A verdade é uma só, crua e fria<br />
Não há amizade quando houve paixão<br />
Pois este faz a primeira parecer vazia<br />
E cada gesto só faz ferir o coração</p>
<p style="text-align: right;">
Amauri de Melo Junior<br />
(15/02/2009)</p>
</blockquote>
<p>Abraços &#8230; passar bem&#8230;</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>16 February, 2009 @ 0:06 por Melanef</li>
	<li>16 February, 2009 @ 0:06 por Melanef</li>
	<li>16 February, 2009 @ 0:06 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.melanef.com.br/2009/02/16/reacao/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Ah é?</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2009/02/06/ah-e/</link>
		<comments>http://blog.melanef.com.br/2009/02/06/ah-e/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 13:41:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Não quero saber se tem mais de meses que não venho aqui postar. To no terceiro estágio dos meus períodos de relacionamentos de affair e não quero saber de reclamações, se quiserem comentar, sintam-se à vontade, se não quiserem, que seja. Para quem não entendeu, os estágios dos meus períodos de relacionamentos são: 1 &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não quero saber se tem mais de meses que não venho aqui postar. To no terceiro estágio dos meus períodos de relacionamentos de affair e não quero saber de reclamações, se quiserem comentar, sintam-se à vontade, se não quiserem, que seja.</p>
<p>Para quem não entendeu, os estágios dos meus períodos de relacionamentos são:</p>
<p>1 &#8211; Conhecer, aproximar-se, tentar;</p>
<p>2 &#8211; Não dar certo, entristecer-se, insistir, criar um clima chato;</p>
<p>3 &#8211; Revoltar-se, transformar o que restou da paixão em mágoa;</p>
<p>4 &#8211; Perceber que fez papel de idiota e que tudo foi um erro seu, desde a primeira fase;</p>
<p>5 &#8211; Tentar a reaproximação da pessoa para:</p>
<p>5.1 &#8211; Começar tudo de novo;</p>
<p>5.2 &#8211; Tentar salvar pelo menos a amizade;</p>
<p>Assim sendo, estando eu na terceira fase, eu compus algo ontem. E só compus ontem, já na terceira fase porque venho me segurando para não escrever. Talvez tivesse saído algo muito melhor na primeira ou na segunda fase. Mas vai:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>Opostos</strong></p>
<p style="text-align: center;">Há luz, mas não existe escuridão<br />
O que existem são as sombras, que impedem<br />
A luminosidade de abranger todos os cantos<br />
Portanto, sem a luz, as trevas se sucedem.</p>
<p style="text-align: center;">O mesmo ocorre à solidão<br />
Que só há quando alguns carecem<br />
Do carinho, afeto ou atenção de outros tantos<br />
No mesmo ritmo, as angústias acontecem.</p>
<p style="text-align: center;">Com o frio e o calor ocorre a mesma razão<br />
Onde o primeiro é apenas um mero efeito<br />
Da falta do segundo que outrora se fez sentido<br />
E sempre, desta regra, todos se esquecem</p>
<p style="text-align: center;">Todo negativo não passa da falta do positivo, então<br />
Sendo múltiplas as consequências deste efeito<br />
Pois o prejuízo é a extensão negativa do lucro não obtido<br />
E a fome, a falta do alimento que todos merecem.</p>
<p style="text-align: center;">A mágoa é a falta da compreensão no rejeitado<br />
O mesmo ocorre ao meu sentimento cultivado<br />
Que tornou-se ódio e foi corrompido<br />
Pela sua indiferença; por não ser correspondido.
</p>
<p style="text-align: right;">Amauri de Melo Junior (05/02/2009)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">O prazer é todo meu. Passar bem.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>6 February, 2009 @ 10:40 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Ódio</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/11/29/odio/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 16:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu odeio &#8230; odeio sim, com força, com vontade, com intensidade e até mesmo com amor&#8230; e não é pouco ódio não &#8230;para começar, eu odiava tremer&#8230; odiava palpitar&#8230; odiava sentir no coração a dor da alma. Hoje isso não me afeta mais e eu odeio não sentir mais nada como se não tivesse mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu odeio &#8230; odeio sim, com força, com vontade, com intensidade e até mesmo com amor&#8230; e não é pouco ódio não &#8230;para começar, eu odiava tremer&#8230; odiava palpitar&#8230; odiava sentir no coração a dor da alma. Hoje isso não me afeta mais e eu odeio não sentir mais nada como se não tivesse mais um coração e muito menos alma.</p>
<p>Eu odeio a minha fraqueza. Eu odeio ter fraquezas. Eu odeio estar assim, impaciente. Eu odeio ser assim. Eu odeio quando soco a parede e ela me dá a dor que eu gostaria de imprimir nela. Eu odeio ter que socar a parede. Eu odeio ficar nervoso. E odeio também o que me leva a ficar nervoso:</p>
<p>Eu odeio quando ligo para Ela e Ela não quer falar comigo. Eu odeio ligar para Ela. Eu odeio também não conseguir não ligar para Ela. E eu odeio mais ainda me sentir um idiota depois de ter ligado para Ela.</p>
<p>Eu odeio achar que faço mais do que Ela por nós. Eu odeio ter que fazer algo por nós. E odeio muito mais o fato de &#8220;nós&#8221; nunca dar certo. Eu odeio isso não ter um culpado para eu odiar.</p>
<p>Eu odeio quando escorre uma lágrima. E odeio ter motivos para me magoar. E odeio quando sou eu quem magoa. E odeio fingir que nada aconteceu. Odeio não ter essa fortaleza. Odeio me abalar. Odeio o que me abala. Odeio me importar.</p>
<p>Eu odeio os dias que sou estúpido e arrogante com quem não merece. Eu odeio ser estúpido e arrogante. Eu odeio não saber pedir desculpas. Eu odeio quando fujo de alguma situação difícil. Eu odeio temer a dificuldade. Eu odeio ter dificuldades. Eu odeio não ser forte o suficiente para que as dificuldades sejam facilidades.</p>
<p>Eu odeio odiar. Odeio amar. Odeio depender e também odeio que dependam de mim. Talvez meu lugar seja isolado do mundo. Eu quero a lua só para mim!</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>29 November, 2008 @ 13:30 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Alegria, é?</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/11/26/alegria-e/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 22:25:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ATENÇÃO, ESTE TEXTO É CONTINUAÇÃO DO TEXTO ANTERIOR: &#8220;FELICIDADE, É?&#8220; Creio ter deixado claro no texto anterior que eu, por exemplo, não sou, ou pelo menos, não acredito ser nem um pouco feliz, uma vez que não atingi o estado de espírito que seria a felicidade de acordo com a minha convicção. Porém há, certamente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>ATENÇÃO, ESTE TEXTO É CONTINUAÇÃO DO TEXTO ANTERIOR: &#8220;<a href="http://melanef.com.br/blog/2008/11/24/felicidade-e/" target="_self">FELICIDADE, É?</a>&#8220;</strong></p>
<p style="text-align: left;">Creio ter deixado claro no texto anterior que eu, por exemplo, não sou, ou pelo menos, não acredito ser nem um pouco feliz, uma vez que não atingi o estado de espírito que seria a felicidade de acordo com a minha convicção.</p>
<p style="text-align: left;">Porém há, certamente, quem ache que sim, ou pelo menos que na maioria dos momentos eu esteja alegre. Bem, acho que mais uma vez cometemos o erro de confundir a alegria com a euforia.</p>
<p style="text-align: left;">A questão é que raramente estou alegre. Por motivos que já enumerei antes, portanto, os meus momentos de aparente alegria só podem ser euforia, conforme convencionamos anteriormente. E o pior não é estar eufórico, mas sim o outro lado da moeda.</p>
<p style="text-align: left;">Porque sim, há um outro lado da moeda. Afinal, em mim, pelo menos, a euforia tem origem em alguma coisa. Alguma coisa que em 99% do tempo é uma das minhas angústias.</p>
<p style="text-align: left;">As minhas angústias sempre criam pelo menos um de três possíveis efeitos, sendo eles expansivos ou introvertidos.</p>
<p style="text-align: left;">As expansivas são duas porque eu sou extrovertido (ou pelo menos assim me considero), ai já viu, mas enfim, são elas:</p>
<ul>
<li>Euforia: uma espécie de &#8220;alegria&#8221; incontida, expansiva, extrovertida, extravagante na maioria das vezes com alta apelação para a zombaria ou a graça, uma mera tentativa de chamar a atenção;</li>
<li>Ignorância: simples como o nome sugere: tornar-se ignorante, arrogante, impaciente, estúpido, buscando problemas para culpar alguém, buscando uma forma de usar a fraqueza alheia para disfarçar a sua própria, como se o fato de todos terem fraquezas ou falhas ou defeitos seja uma camuflagem para não parecer que você seja o negativo, embora não deixe de evidenciar suas qualidades para tentar sair da camuflagem, esquecendo-se que todos os demais também tem qualidades positivas. Um sintoma comum da ignorância é buscar um foco para descontar;</li>
</ul>
<p>A introvertida é apenas uma, mas muito mais clássica em se tratando de angústias, e muito mais comum quando estou sozinho e acho que não preciso me esconder de ninguém, ou porque quero acreditar que sofro mesmo por algo e quero chamar a atenção, mesmo que seja a minha própria para mim mesmo:</p>
<ul>
<li>Melancolia: música &#8220;triste&#8221;, silêncio, monossílabos, golpes em objetos inanimados, sede por auto-flagelação, desejo pela destruição do semelhante, fuga, apelação para meios de entretenimento de massa para tentar sair do estado de apatia;</li>
</ul>
<p>Sendo assim, são estes as minhas três possíveis demonstrações das angústias, e talvez, podendo comprara as duas primeiras a tentativas de fingir não ter as angústias que as motivam sugerindo o excesso do que na verdade é falta.</p>
<p>Uma palavra resume cada uma das manifestações ao mesmo tempo que o comportamento descrito acima como um todo: patético &#8230; humano, demasiado humano, mas ainda assim, patético.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>26 November, 2008 @ 19:25 por Melanef</li>
	<li>26 November, 2008 @ 19:24 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Felicidade, é?!</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/11/24/felicidade-e/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 19:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amigo meu veio ter comigo sobre ser feliz. Não, espera, quem começou fui eu e foi assim: Reparei no meu ême-ésse-êne um contato com o subnick &#8220;é tudo mentira!&#8221;. Na hora achei que fosse declaração de algum político, afinal, seria tão comum. Ai fui perguntar: &#8220;O que é mentira?&#8221; e ele: &#8220;Tudo&#8221;. Tudo &#8230; completando, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigo meu veio ter comigo sobre ser feliz. Não, espera, quem começou fui eu e foi assim:</p>
<p>Reparei no meu ême-ésse-êne um contato com o subnick &#8220;é tudo mentira!&#8221;. Na hora achei que fosse declaração de algum político, afinal, seria tão comum. Ai fui perguntar: &#8220;O que é mentira?&#8221; e ele: &#8220;Tudo&#8221;. Tudo &#8230; completando, ele disse: &#8220;na verdade foi uma  generalização de &#8216;muito&#8217;&#8230; muito eh mentira!&#8230; mto do q vc  aprende&#8230; mto do q vc sabe&#8230; eh tudo mentira!  &gt;D &#8230; vc sabia?|D&#8221; e é claro que eu, para não pagar de desinformado, disse: &#8220;ah sim &#8230; eu sabia =/ &#8230; infelizmente&#8221;. Ele continuou: &#8220;pois eh! todos ja quebramos a cara  e descobrimos isso mas poucos  percebem!&#8221; e como resposta, no mais profundo dos meus momentos de ocupação (devia ta fazendo alguma coisa na hora), eu só respondi com um &#8220;=(&#8220;.</p>
<p>Foi aí! Neste momento que começou. Ele disse que não deveria ficar &#8220;=(&#8220;, deveria é ficar &#8220;=)&#8221; &#8230; &#8220;tem q sorrir cara&#8221; e eu, com todo meu ceticismo, entrei na discussão: &#8220;sei lá  &#8230; há motivos para sorrir ? enumere  três e tentarei&#8221;, e ele começou a defender sua teoria: &#8220;claro! te ensinam mentiras&#8230; te  matam pelas costas&#8230; e ainda assim a gente  consegue ser feliz, falar merda e dar risada&#8230; pensa como a gente eh  foda&#8230; todos os nossos  antecessores podres e mentirosos&#8230; e ainda assim a gente  consegue ser feliz! a gente eh foda de mais&#8230; vc tem q sorrir pq vc eh  foda!&#8221;.</p>
<p>Bem, daí em diante começamos a discutir o que é ser feliz. E ele diz que básicamente, se uma pessoa sorri, ela é feliz. Eu não vejo exatamente desta forma. Podem me chamar do que quiser, mas sim, eu busco a felicidade, e não, eu não quero meia-felicidade, assim como não gosto de meias-verdades. Eu quero uma felicidade inteira, de verdade, de carne e osso (ta bom, talvez a felicidade não seja algo concreto e paupável), que seja por inteira de acordo com o que eu acredito por felicidade, que é:</p>
<blockquote><p>é ter as suas necessidades sanadas &#8230; enquanto não há felicidade, ou seja,  enquanto pelo menos uma das suas necessidades estiver em aberto, você não é  feliz, e pode ser que graças a esta falta (provocada pela necessidade que não  foi sanada), venha a surgir uma angústia &#8230;</p></blockquote>
<p>Aí que a coisa começa a ficar boa: A felicidade não existe e ponto final. Quer dizer, existe, mas para nós é inalcançavel. Bem, se é inalcançavel, pode ser que seja porque o ser humano é demasiado ambicioso e quer demais, e por várias vezes confunde os seus desejos com as suas necessidades e portanto, para ser feliz, bastaria que nós abríssemos mão do que nós apenas queremos e só buscássemos o que fosse verdadeiramente necessário e não se pode abrir mão.</p>
<p>Porém, assim sendo, isto exigiria de nós uma imensa auto-compreensão a respeito do que somos e um trabalho muito demorado de auto-disciplina para não querer ter os desejos e apenas as necessidades. Isso implica que em pouco tempo, o homem voltaria ao patamar de homem-das-cavernas, uma vez que sanaria somente as necessidades básicas: alimentação, respirar, hidratar-se, higiene básica, sono, moradia e acho que só. Sem desejos, sem vontades, quer dizer, sem que estas duas coisas tão presentes na vida do ser humano progridam para uma necessidade sob os olhos daquele que os cultiva, a humanidade não evoluiria nem um passo a mais ou a menos. Afinal, ter um machado bem afiado seria uma futilidade. Uma roupa de peles então, nem se fala. A não ser que viva-se em regiões muito frias, mas então, a vontade de ter uma roupa melhor deixaria o status de vontade ou desejo para adquirir propriedades de necessidade.</p>
<p>E assim caminhamos contra a maré contrariando tudo o que estabelecemos até então, de forma que a cada passo que admitimos que uma ou outra coisa é indispensável à nossa vida e concedemos a ela o status de necessidade, acabamos por chegar novamente aos extremos de que, por exemplo, o meu desejo atual em ter um X-Box 360 é uma necessidade, ou seria mesmo só uma vontade, um desejo ??</p>
<p>Aí cabe o bom censo. Afinal, há coisas que eu posso achar ser uma necessidade enquanto que posso continuar a viver perfeitamente sem obter tal fruto de desejo. Só me restaria um ou outro resquício de  frustração por não ter realizado aquela vontade que vivia no meu íntimo. E agora, o melhor de tudo: como resolver este impasse?! Porque não sei se vocês notaram, mas considerando que haveria uma sequela, um pouco de frustração acumulando-se no meu íntimo, uma hora isto iria explodir, não?! Chegaria um momento que simplesmente conformar-se não seria o bastante, não seria mais suportável, seria humanamente impossível continuar abrigando isto tudo aqui dentro.</p>
<p>Pois para resolver este problema novo, cabe a &#8220;humildade&#8221;. Quer dizer, não sei se é mesmo a &#8220;humildade&#8221; que entraria aqui ou alguma outra virtude, mas há alguma virtude, seja a &#8220;humildade&#8221; ou não que modela e limita os desejos de modo que só o que fosse alcançável fosse realmente desejado. Assim, quem sabe, o ser humano converteria esta possível origem constante de &#8220;frustração&#8221; em uma possível origem constante de &#8220;satisfação&#8221;, ou seja, o que seria uma fonte de tristeza passa a ser uma fonte de felicidade.</p>
<p>Afinal, o que é a Felicidade?! E o que ela tem a ver com a &#8220;satisfação&#8221;?? TUDO! Estas duas coisas estão intimamente ligadas a partir do momento em que uma é a causa primária da outra, porque me digam, a &#8220;satisfação&#8221; não é justamente o limite a ser atingido para que uma das necessidades do ser humano torne-se ou não sanada?? Então acho que este é o caminho.</p>
<p>Só me resta descobrir o que é esta coisa, e como fazer isto, mas se eu conseguir encontrar o meio-termo entre a auto-estima (creio que seja este o sentimento[?!] que comanda os desejos) e a abnegação (e este seria o sentimento[?!] que limitaria o que é realmente necessário) chegando a um ponto de equilíbrio, aí sim chegarei (não só eu, mas todos os que me lêem e os que não lêem também, ou seja, toda a humanidade) à felicidade.</p>
<hr />
<p>Enquanto isso, enquanto eu não acho este meio termo, vou curtindo as minhas angústias causadas pelas faltas daquilo que eu julgo serem as minhas necessidades: Ela, a (tão sonhada) realização profissional, o equilíbrio deste com o sucesso acadêmico, a fortuna (por que não?! é pecado desejar uma vida estável?!!), enfim&#8230;</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>24 November, 2008 @ 16:30 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Banho</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/11/22/banho/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 23:22:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é sábado! Dia de tomar banho&#8230; e de postar também. E cada vez que eu me envolvo em projetos trabalhosos eu percebo que o que eu gosto do meu trabalho é a parte difícil. Quer dizer, difícil para os outros, que para mim, é baba. A questão é que eu não gosto de burocracia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é sábado! Dia de tomar banho&#8230; e de postar também.</p>
<p>E cada vez que eu me envolvo em projetos trabalhosos eu percebo que o que eu gosto do meu trabalho é a parte difícil. Quer dizer, difícil para os outros, que para mim, é baba. A questão é que eu não gosto de burocracia, não gosto de lidar com pessoas, gosto é de fazer, e fazer bem feito! Quinta e hoje eu passei o dia fazendo o novo especial da Folha, mais especificamente, o especial comemorativo pelos cinquenta anos da editoria de Ilustrada. Cinquenta anos que descobriram que falar (mal) de gente famosa dá dinheiro. E como dá. Enfim, quando eu não sou obrigado a responder editor paspalho nem lidar com idéias esdrúxulas de designers ou diretoras fanáticas, quando eu não me limito a ensinar colegas ou aprender, eu me dou bem, porque eu sou o cara que faz. Faz e acontece e ponto final e tenho o dito e quero ver quem tira isso de mim. Rá!</p>
<p>Hoje falei com Ela. E Ela me disse que virá sim a São Paulo. E eu perguntei quando. E Ela perguntou à mãe dEla. E Ela disse que não sabiam, mas algo em torno do dia VINTE E TRÊS DE DEZEMBRO. Ou seja, logo depois da tão esperada festa de bodas de ouro dos meus avós. E eu que queria tanto tanto levar Ela lá e exibir ela para todo o mundo&#8230; e eu que comprei um kimono para Ela pensando na maldita festa. E agora ela só virá DEPOOOOIS da festa =( &#8230; simplesmente &#8230; broxante. Pelo menos vem. Vem para passar algo em torno de cinco semanas. Cinco semanas. Isso inclui o almoço que eu planejei com a Andréia para ela comer o tão (bem)falado strogonoff da minha mãe. Bom que assim incluo mais pessoas que ouviram falar do tal prato para se satisfazerem também =P&#8230; neste dia, planejava assistir Juno de novo, porque eu comentei com a Andréia e ela ficou com vontade. Pelo menos junto as duas, que se juntar a minha mãe também, são três pessoas importantes para mim.</p>
<p>A parte isso, cada dia eu tenho um momento no qual eu quero matar o mundo todo e no dia seguinte ou mesmo em uma hora depois eu quero me tornar uma pessoa melhor para o mundo e seus habitantes&#8230; E como disse outro dia, eu ainda não faço o que gosto &#8230; eu vou começar a fazer o que gosto quando adquirir a minha Uzi *-*</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 506px"><a href="http://www.gunsforfilm.com/images/spring_uzi_jpg.jpg"><img title="Uzi" src="http://www.gunsforfilm.com/images/spring_uzi_jpg.jpg" alt="Uzi" width="496" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Uzi</p></div>
<p>Quem sabe, quando eu tiver uma belezinha dessas eu não seja alguém mais feliz, né?! =D &#8230; e por falar nisso, eu vou começar (sem data de início ainda) a praticar boxe para dar vazão ao que há dentro de mim &#8230; digo, todo este stress e raiva do mundo e vontade de aniquilar o ser humano&#8230; será bom se eu conseguir reduzir isso à aniquilação do meu punho contra o saco de areia &#8230; agora, toca correr atras de preço de academia e de preparo físico&#8230;</p>
<p>E acho que é isso &#8230; não gostou?! Foda-se.</p>
<p>PS: Andréia é quase uma mãe para mim. É alguém que tem em torno dos seus 35 anos, tem duas filhas lindíssimas (que tem menos da metade da minha idade T_T) e é casada com um cara legal. Ela é diretora do CAT (Cristãos da Alegria Teatral), o grupo de teatro do qual eu faço parte; e nas horas vagas (ou ocupadas mesmo), ela me atende como psicóloga pessoal =D</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>22 November, 2008 @ 20:24 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>22 November, 2008 @ 20:22 por Melanef</li>
	<li>22 November, 2008 @ 20:21 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Droguinha</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/11/16/droguinha/</link>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 16:40:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje o dia tá bom. Não, não tá não. Na verdade, não mudou nada. Mas a minha loira (me refiro à She-ra, minha cadela pit-bull) recebeu visitas. Um negão e seu dono. O dono o trouxe aqui conforme combinado ontem, já que ela está no cio e aos quatro anos de idade, seria interessante ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 601px"><a href="http://www.malvados.com.br"><img title="Malvados - Droguinha" src="http://www.malvados.com.br/tirinha1215.gif" alt="Malvados - Droguinha" width="591" height="188" /></a><p class="wp-caption-text">Malvados - Droguinha</p></div>
<p>Hoje o dia tá bom. Não, não tá não. Na verdade, não mudou nada. Mas a minha loira (me refiro à <a title="She-ra!" href="http://picasaweb.google.com/lh/photo/0YIssPXPcT8udt3J1-bV7g" target="_blank">She-ra</a>, minha cadela pit-bull) recebeu visitas. Um negão e seu dono. O dono o trouxe aqui conforme combinado ontem, já que ela está no cio e aos quatro anos de idade, seria interessante ela finalmente ter filhotes. Vou adiantando logo que não, eles ainda não fizeram o que tinham que fazer, então vamos tentar de novo amanhã ou terça.</p>
<p>A parte &#8220;legal&#8221; da coisa é que o macho é incrivelmente bobo. Sim, porque ele é cheio de cheirar, lamber a &#8220;bloddy pussy&#8221; da minha cadela e rastejar por ela, latir para tentar chamar a atenção dela, babar MUITO&#8230; enquanto ela, bem, ela só morde ele. Mordeu bastante o tadinho. Se não fossem pit-bulls e o dono dele dissesse que ele era duas vezes campeão de rinha, além de ser muito maior que a minha, eu teria dó dele. Na verdade, eu tenho dó dele sim. Pelo simples fato de ele fazer tudo por ela, ser muito mais forte que ela e ter que aturar ela ladrando e mordendo-o.</p>
<p>Isso soa familiar?? Heheheh&#8230; parece que os animais são incrivelmente parecidos com ALGUNS humanos. Parecidos com os humanos que não aprenderam ainda o segredo da vida. E acho que infelizmente, a minha cadela aprendeu o segredo da vida: maltratar é a chave do sucesso. Claro que no meu atual estado mental, se eu ver um casal de periquitos, por mais leais que os periquitos sejam às suas fêmeas e vice-versa, eu posso acabar identificando algum gesto de maldade por parte de um ou de outro, algo que identifique quem é que é dono de quem naquela relação.</p>
<p>Acho que a natureza, ao dar às fêmeas em geral a responsabilidade pela gestação da cria, acabou por eliminar nestas a necessidade de simplesmente procriarem o máximo possível e caracterizando-as por escolher e filtrar seus parceiros de modo que suas ninhadas sejam o mais forte possível, de modo que todo o período e dedicação dispensados à gestação possam fortalecer a espécie e não sejam perdidos à toa. Com isso, deu às fêmeas, sem que muitas delas percebessem, um controle sobre os machos quando surgem o princípio dos sentimentos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Mas os animais não têm sentimentos!&#8221;</p>
<p style="text-align: right;">by leitor randômico</p>
</blockquote>
<p>Eles não têm sentimentos AINDA mas têm princípios, e começam a destacar de meros instintos. Por isso há espécies mais evoluidas que outras, com maior inteligência e maior capacidade de aprendizado do que outras. Há um caminho a ser percorrido, mas é claro que a gente não percebe, nós vivemos muito pouco perante a quantidade de gerações necessárias para que isto possa ser uma mudança visível.</p>
<p>Voltando ao assunto principal: Enfim, quando estes princípios de sentimentos surgem, as fêmeas, por terem esta gigantesca responsabilidade da gestação, elas ganham um troco valiosíssimo da mãe (natureza): o poder sobre os machos. Já que assim, elas passam a barganhar o valor que atribuem a um ou a outro, e, sem querer ser machista, de fato, escolher o macho que mais valha a pena aos seus objetivos.</p>
<p>Espero não ter ferido nem insultado nenhuma mulher, por mais feminista que seja, mas vi isto (que eu já havia lido algumas semanas atrás em um outro blog que não me lembro mais) hoje quando vi a minha cadela simplesmente ignorar o cachorro que rastejava por ela. Irônico?! Nem um pouco&#8230;</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>16 November, 2008 @ 13:41 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>16 November, 2008 @ 13:40 por Melanef</li>
	<li>16 November, 2008 @ 13:39 por Melanef</li>
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		<title>Reset</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 00:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Seja bem vindo de volta ao trabalho&#8221; disse o meu chefe quando eu voltei a trabalhar. Sim, porque faz já uma semana que eu voltei &#8230; uma semana que minhas férias acabaram &#8230; e faltam duas semanas para acabarem as aulas e começarem outras férias&#8230; dessa vez, na parte da manhã&#8230; A questão é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Seja bem vindo de volta ao trabalho&#8221; disse o meu chefe quando eu voltei a trabalhar. Sim, porque faz já uma semana que eu voltei &#8230; uma semana que minhas férias acabaram &#8230; e faltam duas semanas para acabarem as aulas e começarem outras férias&#8230; dessa vez, na parte da manhã&#8230; </p>
<p>A questão é que eu queria um &#8220;reset&#8221;. Sabe?? aquele botão que tem em todos os videogames e na grande maioria dos computadores&#8230; o botão milagroso que interrompe momentâneamente o fluxo de energia pelos circuitos e o reestabelece, de modo a garantir que toda a memória seja evacuada e a máquina volte a funcionar do zero. Isso seria excelente na minha vida. Me daria a oportunidade de voltar aproximadamente vinte anos no tempo, me permitiria ter uma nova oportunidade de fazer as coisas, e quem sabe desta vez, de uma forma melhor&#8230;</p>
<p>Se me fosse dada esta oportunidade, eu gostaria de tentar de novo desde o início&#8230; porque a gente nunca sabe o que é ser feliz até estar triste&#8230; ou seja, a gente só vê a felicidade naqueles momentos pelos quais passamos mas não voltam mais. E não me refiro às brincadeiras de criança. Eu digo o fato grandioso que é ser verdadeiramente bom em algo sem o menor esforço e ainda assim, isto te oferecer novos desafios sempre&#8230; me refiro à escola &#8230; sim &#8230; eu gostaria de voltar à minha infância para reviver meus primeiros anos de educação acadêmica&#8230;</p>
<p>Se sem estudar nem me dedicar mais do que o básico (o período normal da escola, já que eu sempre odiei fazer tarefa, trabalho, estudar e etc) eu já me dava bem (me desculpem, mas eu me dava bem sim &#8230; uma vez, uma menina &#8211;por quem fui apaixonado, inclusive&#8211; virou para mim e disse: &#8220;Esse Amauri&#8230; nunca faz lição nenhuma&#8221; &#8230; e eu, não respondi porque ela era uma daquelas que exercia uma certa força sobre mim, mas eu pensei: &#8220;gozado que mesmo assim eu sempre tiro notas melhores que você&#8221;), se eu me dedicasse como deveria, então, talvez eu deixasse meus velhos orgulhosos&#8230; </p>
<p>E agora, depois deste imenso e penoso período de decadência, eu me vejo na seguinte posição: acumulando dependências na faculdade, sem gosto pela faculdade, na verdade, deveria substituir isso por desmotivação gerada pelo fracasso. </p>
<p>Porque tudo começou em 2004, quando, no fim do ano, eu resolvi que queria sair do meu colégio. Ta bom, eu queria MESMO sair do Colégio Rio Branco. Tinha aversão aos alunos de lá (se algum aluno estiver lendo isso, me desculpe, mas alguns lá sujaram, para sempre, o nome dos rio-branquinos perante Amauri de Melo Junior) pela forma como eles se portavam: bebendo entre as aulas e fazendo laboratórios bêbados; festas &#8220;inesquecíveis&#8221; de aniversários onde umas e outras bebiam umas e outras a mais da conta e davam vexames que ninguém, exceto os sóbrios caretas, se lembrava&#8230; </p>
<p>Ta bom. Eu admito&#8230; não foi por causa SÓ disso que eu saí de lá. Foi por causa de uma Ela. Ela sabe que foi por causa dela. Algumas pessoas sabem que foi por causa dela, mas não, eu não me arrependo. Naquela época, ela era tudo o que eu queria para mim&#8230; e eu ousaria dizer que por algum tempo, ela me quis também&#8230; mas eu sou uma anta, dei com os pés pelas mãos algumas dezenas de vezes, me estabanei e a magoei algumas vezes, e dois anos depois, quando comecei a esquecê-la, foi que voltamos a nos falar direito, embora eu deva admitir para mim mesmo que ela sempre terá um certo poder sobre mim. Pelo menos, bons textos vieram desta relação toda.</p>
<p>E eu saí do meu colégio. Saí e fui para uma escolazinha de quinta que eu julgava de segunda. O resultado? Aulas de física com um professor inseguro, aulas de química com professores mal-formados, entre algumas outras coisas, ou seja, um ano perdido. Para piorar, foi quando a desgraça ocorreu na minha vida: eu comecei a trabalhar.</p>
<p>Todos sabem que é um caminho sem volta. Você começa como operador de telemarketing, e quando vê, é responsável pelo faturamento de uma média empresa, em torno do meio milhão de reais por mês. </p>
<p>Saindo da escolinha, fui para um colégio melhor. Bem melhor, onde eu prometi a mim mesmo um novo começo, um novo comprometimento, voltar a ser o que era. E eis que a desgraça iniciada acima me arrebatou. Quando a empresa sofreu um golpe e eu assumi o posto mais alto na minha área naquela empresa, e achava que mil reais era dinheiro pra caramba, eu mudei para uma escola estadual, fazer o terceiro ano em colégio público, à noite, não é para qualquer um&#8230; ou melhor, é &#8230; para qualquer um, mas não para mim, eu sonhava com uma faculdade, de preferência, pública&#8230; sonhava&#8230; sonhava&#8230; sonhava também com o meu retorno glorioso.</p>
<p>E depois disso, o caminho para baixo ingrimou-se ainda mais no cursinho. Com o cansaço do novo trabalho, no posto de Webmaster Folha Online, onde o trabalho é infinitamente mais importante que a dedicação que eu deveria ter para com a minha preparação para os vestibulares. Com o cansaço, eu não tinha um dia sequer que eu não dormia em pelo menos uma aula, e eu ter passado da primeira fase da Fuvest é verdadeiramente um milagre&#8230; a segunda fase, bem, dela eu me safo dizendo que só não passei porque perdi a prova de Física (vixe, acho que tenho que contar esta história em algum dia&#8230; mas não hoje).</p>
<p>Na faculdade, novamente, o sonho de um recomeço, de uma nova injeção de ânimo, de uma dedicação milagrosa que brotaria em mim juntamente com a energia inexistente que eu esperava ter para poder cumprir à jornada de oito horas por dia de trabalho aliada às seis horas de faculdade e aproximadamente quatro horas de deslocamento entre casa, trabalho e faculdade. Isso me dá algo em torno de seis horas em casa. Seis horas para eu dividir entre jantar, tomar banho, dormir, tomar banho, tomar café&#8230; acho que não preciso dizer que deixei de tomar banho à noite e jantar, né?! Sim, digam o que quiser, mas eu acostumei-me a dormir sem tomar banho e tomar banho pela manhã. </p>
<p>Atualmente, eu vejo à frente uma dependência: Probabilidade e Estatística, disciplina esta que tive prova na quarta (substitutiva porque perdi a primeira prova, em Setembro) e na sexta. Um desastre em ambas. Além disso, eu já cumpro atualmente dependência de Geometria e Vetores. Assim, o meu sonho de ser o primeiro da turma, de usar minhas notas excelentes como barganha para pedir desconto na mensalidade vão por água abaixo.</p>
<p>E agora, como se não bastasse, tenho a perspectiva de que meu décimo terceiro salário inteiro será empregado no pagamento de dívidas diversas. Ou seja, eu trabalho, trabalho, trabalho, mas não posso nem sequer comprar um computador novo, ou um videogame novo (eu tava pensando com carinho no X-Box 360)&#8230; isso acaba virando um ciclo vicioso: você trabalha para pagar contas que você acaba adquirindo por trabalhar.</p>
<p>Mas ano que vem será diferente e será melhor: vou me dedicar à faculdade como nunca e vou fechar o ano no azul&#8230;</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>15 November, 2008 @ 21:51 por Melanef</li>
	<li>15 November, 2008 @ 21:51 por Melanef</li>
	<li>15 November, 2008 @ 21:51 por Melanef</li>
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		<title>Férias</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/11/04/ferias/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 17:36:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim&#8230; eu estou de férias. Há 8 dias que não trabalho (há controvérsias) e  mais 6 de &#8220;descanso&#8221; pela frente. Isso significa que uma das pilastras se reergueu, para a alegria da família que não terá que lidar com o caixão. Sim, também estou numa fase de jogar verdades na cara. Nestes últimos dias, algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim&#8230; eu estou de férias. Há 8 dias que não trabalho (há controvérsias) e  mais 6 de &#8220;descanso&#8221; pela frente.</p>
<p>Isso significa que uma das pilastras se reergueu, para a alegria da família que não terá que lidar com o caixão. Sim, também estou numa fase de jogar verdades na cara. Nestes últimos dias, algumas pilastras se reergueram, outras cairam novamente, e assim vamos levando a vida, como dizem.</p>
<p>Poderei dizer, quando voltar ao trabalho, que minhas férias foram boas e se concentraram em fazer algumas coisas excenciais ao ser humano:</p>
<p>- Assistir filmes &#8230; 8 alugados, 1 no cinema, uma porção na TV para ser mais exato &#8230; foram eles: Die Hard 4.0, Kill Bill, Kill Bill vol. 2, Rogue, Pathfinders, Blood Diamond, 1408, Juno &#8212; alugados &#8211;, Última parada 174 &#8212; cinema &#8211;, e que eu me lembre, Bruce and Grace, Do que as mulheres gostam (tava na Globo, por isso traduzido), e mais alguns que não me lembro agora&#8230; para falar a verdade, não tinha quase nada de bom na TV&#8230;</p>
<p>- Jogar videogame &#8230; Gran Turismo, Tourist Trophy, Pró Evolition Soccer 2009, Black, Call of Duty 3, Battlefield II&#8230; tudo no PS2, pq meu PC não sobreviveria a isto tudo&#8230;</p>
<p>- Dormir &#8230; sim, acho que esta foi a parte mais produtiva dos meus dias de férias&#8230;</p>
<p>Bem, foi isso &#8230; não posso reclamar não &#8230; foi bom &#8212; melhor: ta sendo bom!</p>
<p>Para contrabalancear, é claro, porque nada pode ser bom demais, tivemos um fim de semana para lá de especial, com a ausência dos meus pais em casa, e a minha total falta de vergonha na cara &#8230; teve também uma segunda-feira incrível, depois de assistir Juno, foi o maior espetáculo com Ela. Bem&#8230; eu começo a me perguntar (acho que este é um dos meus maiores jargões) até quando iriamos continuar naquela história se eu ficasse levando e levando com a barriga porque como eu disse tempos atrás, a montanha russa emocional que se vive na minha situação é demasiada desgastante, e chega uma hora, principalmente depois de ter um fim de semana como eu tive, cheio de culpa e tapas na cara (psicologicamente falando), depois de um filme como Juno, que nos joga na cara, cospe, nos pisa, e humilha exibindo a simplicidade do amor. Para completar, teve Pérsio que completou a minha felicidade com uma poesia pra lá de bacana que ele escreveu pra alguma guria&#8230; desejo sorte ao garoto&#8230; que ele não se dê &#8220;bem&#8221; igual eu, que ele não caia no mesmo estado de querer pegar o carro da família para sair a cento e cinquênta por hora (não vou dizer duzentos por hora porque o motor não aguenta) pelas estradas deste Brasil, viajando exatas vinte e quatro horas sem parar, percorrendo oito estados, em algo mais de três mil quilômetros indo parar naquele estado maldito que tem na sua bandeira a palavra &#8220;Nego&#8221;. Claro que minha vontade ficou só na vontade &#8230; vontade aplacada com endurance no Gran Turismo ao som de Dragonforce&#8230; Agora vem a parte legal: pegar o carro de verdade (para ir buscar a mama no trabalho) ao som de algo menos agitado e mais realista: algo um pouco mais indie, ao nível de Radiohead. E cá estou eu, cuspindo este monte de pensamentos em desordem sem nem sequer me dar ao trabalho de alinhá-los em parágrafos, simplesmente vomitando as idéias no computador&#8230; porque afinal, a pia pinga, né?! este é o movimento &#8230;</p>
<p>não tenho mais muito o que dizer, embora ainda tenha a garganta entalada com um zilhão de declarações que gostaria de fazer &#8230; mas não aqui, não agora &#8230; quem sabe voltando a trabalhar, eu não consiga canalizar isso tudo em produção e fazer, novamente um fim de ano com produção em ritmo elevado&#8230;</p>
<p>PS: desejo do fundo do meu coração que Obama seja presidente &#8230; e quero Hillary em 2016 \o</p>
<p>&#8230; tomara que pelo menos esta satisfação eu seja merecedor, pois nos últimos dias, parece-me que eu não to valendo nada &#8230; praticamente nada &#8230; colo abaixo trecho de conversa que foi &#8220;xupiscolada&#8221; do Malvados:</p>
<blockquote><p>&#8220;Ele supunha que era à solidão que tentava escapar, e não a si  mesmo.&#8221;<br />
<strong>William Faulkner </strong></p></blockquote>
<p>Sem palavras &#8230;</p>
<hr />
Este post foi orgulhosamente postado ao som de &#8220;Dir en Grey &#8211; Ain&#8217;t affraid to die&#8221;</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>4 November, 2008 @ 14:36 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mentiras e Metade</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/10/22/mentiras/</link>
		<comments>http://blog.melanef.com.br/2008/10/22/mentiras/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 01:51:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[As músicas são auto-explicativas&#8230; Mentiras Adriana Calcanhotto Nada ficou no lugar Eu quero quebrar essas xícaras Eu vou enganar o diabo Eu quero acordar sua família&#8230; Eu vou escrever no seu muro E violentar o seu gosto Eu quero roubar no seu jogo Eu já arranhei os seus discos&#8230; Que é pra ver se você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As músicas são auto-explicativas&#8230;</p>
<blockquote>
<h2>Mentiras</h2>
<h2 id="sz">Adriana Calcanhotto</h2>
<p>Nada ficou no lugar<br />
Eu quero quebrar essas xícaras<br />
Eu vou enganar o diabo<br />
Eu quero acordar sua família&#8230;</p>
<p>Eu vou escrever no seu muro<br />
E violentar o seu gosto<br />
Eu quero roubar no seu jogo<br />
Eu já arranhei os seus discos&#8230;</p>
<p>Que é pra ver se você volta,<br />
Que é pra ver se você vem,<br />
Que é pra ver se você olha,<br />
Pra mim&#8230;</p>
<p>Nada ficou no lugar<br />
Eu quero entregar suas mentiras<br />
Eu vou invadir sua alma<br />
Queria falar sua língua&#8230;</p>
<p>Eu vou publicar os seus segredos<br />
Eu vou mergulhar sua guia<br />
Eu vou derramar nos seus planos<br />
O resto da minha alegria&#8230;</p>
<p>Que é pra ver se você volta,<br />
Que é pra ver se você vem,<br />
Que é pra ver se você olha,<br />
Pra mim&#8230;(2x)</p></blockquote>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rKoLJDqHr50&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/rKoLJDqHr50&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<blockquote>
<h2>Metade</h2>
<h2>Adriana Calcanhotto</h2>
<p>Eu perco o chão<br />
Eu não acho as palavras<br />
Eu ando tão triste<br />
Eu ando pela sala<br />
Eu perco a hora<br />
Eu chego no fim<br />
Eu deixo a porta aberta<br />
Eu não moro mais em mim&#8230;</p>
<p>Eu perco as chaves de casa<br />
Eu perco o freio<br />
Estou em milhares de cacos<br />
Eu estou ao meio<br />
Onde será<br />
Que você está agora?&#8230;(2x)</p>
<p>Eu perco o chão<br />
Eu não acho as palavras<br />
Eu ando tão triste<br />
Eu ando pela sala<br />
Eu perco a hora<br />
Eu chego no fim<br />
Eu deixo a porta aberta<br />
Eu não moro mais em mim&#8230;</p>
<p>Eu perco as chaves de casa<br />
Eu perco o freio<br />
Estou em milhares de cacos<br />
Eu estou ao meio<br />
Onde será<br />
Que você está agora?&#8230;(2x)
</p></blockquote>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OQyF10CbeWQ&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/OQyF10CbeWQ&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<blockquote>
<h2>Vambora</h2>
<h2>Adriana Calcanhotto</h2>
<p>Entre por essa porta agora<br />
E diga que me adora<br />
Você tem meia hora<br />
Prá mudar a minha vida<br />
Vem, vambora<br />
Que o que você demora<br />
É o que o tempo leva&#8230;</p>
<p>Ainda tem o seu perfume<br />
Pela casa<br />
Ainda tem você na sala<br />
Porque meu coração dispara?<br />
Quando tem o seu cheiro<br />
Dentro de um livro<br />
Dentro da noite veloz&#8230;</p>
<p>Ainda tem o seu perfume<br />
Pela casa<br />
Ainda tem você na sala<br />
Porque meu coração dispara?<br />
Quando tem o seu cheiro<br />
Dentro de um livro<br />
Na cinza das horas&#8230;</p>
<p>(Repetir a letra)</p></blockquote>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4Ov3fhD7rNc&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4Ov3fhD7rNc&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>22 October, 2008 @ 23:06 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>22 October, 2008 @ 23:03 por Melanef</li>
	<li>22 October, 2008 @ 22:59 por Melanef</li>
	<li>22 October, 2008 @ 22:58 por Melanef</li>
	<li>22 October, 2008 @ 22:57 por Melanef</li>
	<li>22 October, 2008 @ 22:51 por Melanef</li>
	<li>22 October, 2008 @ 22:50 por Melanef</li>
	<li>22 October, 2008 @ 22:49 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A pilastra</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/10/22/a-pilastra/</link>
		<comments>http://blog.melanef.com.br/2008/10/22/a-pilastra/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 17:03:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Que se analisarmos bem, a vida (pelo menos a minha) ergue-se como um patamar sobre quatro pilares. Quatro &#8220;frentes&#8221; de vida que são como verdadeiras colunas da sanidade mental. São elas: Profissional; Acadêmica; Familiar; Afetiva. Cada uma delas tem a sua dificuldade, sua particularidade, sua importância na vida de quem vive. E geralmente, pelo menos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que se analisarmos bem, a vida (pelo menos a minha) ergue-se como um patamar sobre quatro pilares. Quatro &#8220;frentes&#8221; de vida que são como verdadeiras colunas da sanidade mental. São elas:</p>
<ul>
<li>Profissional;</li>
<li>Acadêmica;</li>
<li>Familiar;</li>
<li>Afetiva.</li>
</ul>
<p>Cada uma delas tem a sua dificuldade, sua particularidade, sua importância na vida de quem vive. E geralmente, pelo menos uma está &#8220;indo bem&#8221;, está sólida e forte o suficiente para oferecer alegrias e realizações ao vivente, ou seja, seria a sustentação da vida da pessoa. Pode-se admitir também que as colunas revezem entre sí, alternando momentos de altos e baixos de acordo com a vivência.</p>
<p>Mas pode ser também que a vida seja ingrata e te dê desgostos, desilusões, infelicidades e muitos outros &#8220;des&#8221; e &#8220;ins&#8221; em todas as quatro frentes. E quando isso acontece, o que fazer? Quando não há uma coluna que esteja forte o suficiente para sustentar a psique em um estado saudável, quando você vê ruir à sua volta tudo aquilo que algum momento lhe trouxe alegria e satisfação, o que foi o alimento da alma faminta que agora passa fome.</p>
<p>A solução parece simples: agarrar-se a alguma esperança, por mais desesperada que seja; ou simplesmente largar. Largar todo e qualquer esperança, deixar que este patamar despenque, que as colunas reduzam-se a ruinas, simplesmente.</p>
<p>Neste ponto, a visão é estupefante, de modo que o vivente não sabe exatamente o que fazer, como reagir, se deve mesmo reagir. O sujeito só fica ali, paralizado, seja pela dor, seja pelo medo, enquanto as colunas, desgastagas por erosões sem fim, ruem chão abaixo, espalhando os sedimentos formados da esperança, esforço, garra e perseverança que foram outrora o material de construção de cada coluna.</p>
<p>O estado atual de cada coluna é:</p>
<ul>
<li>Profissional &#8212; cansaço e desapontamento;</li>
<li>Acadêmica &#8212; incapacidade e relaxo;</li>
<li>Familiar &#8212; desamparo e desgosto;</li>
<li>Afetiva &#8212; vazio.</li>
</ul>
<hr />
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		<title>Protected: Aniversario</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 20:08:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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	<li>16 October, 2008 @ 14:48 por Melanef</li>
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		<title>Ubatuba pt. 1</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 20:19:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ubatuba, em suma, foi bom. Pelo menos nesta primeira parte. Bom para estreitar relações com os progenitores, para descansar, para relaxar, para tomar sol (sim, fez sol), para me divertir. Agora, tem que voltar à realidade&#8230; por que, diabos, é sempre assim ?? Sempre tem que voltar à realidade. A realidade do calabouço onde somos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ubatuba, em suma, foi bom. Pelo menos nesta primeira parte. Bom para estreitar relações com os progenitores, para descansar, para relaxar, para tomar sol (sim, fez sol), para me divertir. Agora, tem que voltar à realidade&#8230; por que, diabos, é sempre assim ?? Sempre tem que voltar à realidade. A realidade do calabouço onde somos aprisionados, à realidade do stress sem fim, das tarefas inacabadas, das cobranças e et cetera?</p>
<p>Eu quero um refúgio. Se este refúgio é Campina Grande ou Ubatuba, ou se é o sítio no Embu, ou se é a minha cama, ou o canto do meu armário que eu cabia e conseguia perfeitamente me esconder quando era pequeno, eu não sei. O que sei é que o mundo aqui fora, fora destes refúgios, com sua realidade nua e crua, este é um mundo cruel e que eu não quero para mim. Pelo menos não como ele se apresenta atualmente &#8230;</p>
<p>Depois eu coloco as fotos no Picasa para todo o mundo invejar minha ida à praia. Por enquanto, eu amargo ao som de bandas indie ou depressivas mesmo, que é o que eu quero. Pelo menos há um consolo: casa só para mim até sexta à noite. Sexta pretendo folgar. Se conseguir folgar na sexta, vou à comix gastar o dinheiro de terceiros e à noite eu embarco (de ônibus) para Ubatuba na companhia de amigos &#8230; e que venha a parte dois.</p>
<p>Esta semana será tão longa quanto a que separou o Anime Friends do Super Hero Con &#8230;</p>
<p>&#8230; à propósito, Ela vai bem, mas não sei se &#8220;nós&#8221; estamos bem. Eu juro que esta montanha russa de emoções e sentimentos ta me deixando louco. Momentos de alta e momentos de baixa. De palavras bonitas e de despedidas às pressas, de incertezas e esperanças, de dor e sofrimento. No meio disso tudo, uma coisa prevalece: a vontade de fazer ela feliz. E isto evidencia a minha incopetência. Ela não está nem um pouco feliz, não sabe se voltar a fará feliz, e nem se comigo, será feliz algum dia. Cadê o meu prêmio ?? Tem que ter pelo menos um prêmio de consolação para quem consegue perder tudo numa só tacada.</p>
<p>Abraços&#8230; fico por aqui.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>15 October, 2008 @ 15:59 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>13 October, 2008 @ 17:19 por Melanef</li>
	<li>13 October, 2008 @ 17:18 por Melanef</li>
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		<title>Viagem</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/10/10/viagem/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 04:02:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque todo o mundo que me lê aqui deve imaginar que eu adore viajar. Bem, em verdade vos digo que sim, gosto muito de viajar, mas a viagem para a qual me preparo agora me parece um tanto quanto incômoda por alguns motivos: - Vamos a Ubatuba, que em época de calor já tem fama [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Porque todo o mundo que me lê aqui deve imaginar que eu adore viajar. Bem, em verdade vos digo que sim, gosto muito de viajar, mas a viagem para a qual me preparo agora me parece um tanto quanto incômoda por alguns motivos:</p>
<p>- Vamos a Ubatuba, que em época de calor já tem fama de chover muito, quem dirá no frio??</p>
<p>- Quem quer ir para a praia com chuva e frio ??</p>
<p>- Não vou ter como ir para Campina Grande para estar presente no aniversário de 16 anos dEla&#8230;</p>
<p>Ou seja, vou viajar, o que vai ser ótimo para eu esparecer e relaxar e me tranquilizar e descansar &#8211;ou não, dada a família com quem vivo =P&#8211; e talz, vou sair de casa, não vou trabalhar por dois fins de semana seguidos, estarei fora do alcance do meu celular, já que estou sem crédito para receber ligações em Roamming, terei a oportunidade de tomar sol, ficar beeem bronzeado (ui) e mergulhar, o que não faço há eras, e tudo e talz, mas isso vai me impedir de estar com Ela quando mais gostaria, ou seja, no aniversário dela&#8230; o <a title="Palavras Pingadas: 11 Dias?" href="http://melanef.com.br/blog/2008/04/02/11-dias/" target="_blank">meu niver</a> foi fantástico de bom, tive a oportunidade (de ouro) de estar com ela e confesso que foi impagável (tenho usado bastante esta palavra &#8230; gostei) de tão bom, é realmente maravilhoso poder passar o seu aniversário, que pelo menos para mim sempre foi um dia tristre, com pessoas que nos querem bem, e melhor: com a pessoa que amamos&#8230; não que eu não ame meus pais, mas Ela é diferente =P</p>
<p>E logo agora, não poderei estar presente para ela quando ela é quem comemora a própria existência&#8230; e eu, que teria tanto a comemorar da existência dela &#8230; &#8230; &#8230; e é claro que não deixarei passar em branco =P &#8230; já providenciei presentes e tudo, alguns um punhado deles \o\ &#8230; espero que ela goste deles &#8230; todos serão enviados de muito bom grado, desde o mais simples ao mais sofisticado, do mais barato ao mais caro, do mais bonito ao mais inteligente (não que as duas coisas não estejam interligadas)&#8230; e aguardem e verão!!! No dia D (20 de Outubro), postarei aqui o que foi enviado, as fotos e chazam! ^^</p>
<p>Agora, fico por aqui &#8230; tenho mala a fazer ainda, e olha a hora &#8230; uma da manhã, esperando vídeo da FOL para hospedar (&#8220;maldito Multimídia&#8221; &#8211;uso aspas porque a Vivian sabe que falo brincando &#8230; e se não sabe, deve saber à partir de agora), tendo que fazer mala (não que o tal vídeo me impeça, mas ficar na cama com note é beeeem melhor &#8230; heheheh), tendo que acordar às cinco e meia da manhã amanhã para ir à aula de Ética e Cidadania II e Estatística e Probabilidade &#8230; a primeira tem resultado de prova &#8230; ohnoes &#8230; a segunda, uma matéria que a cada dia eu boio mais e mais &#8230; wish me lucky (y)</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>10 October, 2008 @ 1:02 por Melanef</li>
	<li>10 October, 2008 @ 1:02 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Combustível</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/10/09/combustivel/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 04:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[[lang_pt]So&#8230; Eis aqui para vocês um pouquinho do que pingou hoje. Sim, porque pingar, pinga sempre, mas nem sempre eu estou disposto a coletar os pingos&#8230; E lá vamos nós: O Combustível Porque eu não sei o que é isso Que me põe pra cima agora E pra baixo em um instante De modo a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[lang_pt]So&#8230; Eis aqui para vocês um pouquinho do que pingou hoje. Sim, porque pingar, pinga sempre, mas nem sempre eu estou disposto a coletar os pingos&#8230; E lá vamos nós:</p>
<blockquote><p><strong>O Combustível</strong></p>
<p>Porque eu não sei o que é isso<br />
Que me põe pra cima agora<br />
E pra baixo em um instante<br />
De modo a me fazer quebradiço<br />
E frágil, podendo me quebrar a qualquer hora<br />
Não sei o que é esta dor de amante</p>
<p>Mas sei que é isso<br />
Que me deixa assim, me anima assim,<br />
Me rebaixa e me deprime assim,<br />
Que me faz agir, pensar e escrever assim<br />
Que me faz querer-te, Yasmin</p>
<p>Sei que é este o combustível da minha conquista<br />
Ao mesmo tempo que é também<br />
O espinho cravado em meu peito, ferindo meu coração.<br />
Assim sendo, seria eu um masoquista,<br />
Por desejar como ninguém<br />
Este combustível-espinho em virtude da minha paixão?</p>
<p style="text-align: right;">Amauri de Melo Junior<br />
(08 de Outubro de 2008)</p></blockquote>
<p>[/lang_pt]</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>9 October, 2008 @ 14:55 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>9 October, 2008 @ 12:50 por Melanef</li>
	<li>9 October, 2008 @ 1:00 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Eleições pt.2</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/10/05/eleicoes-pt2/</link>
		<comments>http://blog.melanef.com.br/2008/10/05/eleicoes-pt2/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 20:33:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Comeeeeeça a apuração&#8230; &#8230; ta o caos mór aqui, vou atualizando aos poucos para vocês XD 5/10/2008 17:34 &#8211; Publicamos, há alguns minutos, o começo da apuração, mas ainda não recebemos nada do TSE, no site do TSE ainda não há nada, embora sabe-se que uma cidade já tem prefeito eleito , e Macapá já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comeeeeeça a apuração&#8230;</p>
<p>&#8230; ta o caos mór aqui, vou atualizando aos poucos para vocês XD</p>
<p>5/10/2008 17:34 &#8211; Publicamos, há alguns minutos, o começo da apuração, mas ainda não recebemos nada do TSE, no site do TSE ainda não há nada, embora sabe-se que <a title="Cidade já tem prefeito" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u452490.shtml" target="_blank">uma cidade já tem prefeito eleito</a> , e Macapá já está sendo apurada&#8230;</p>
<p>5/10/18:52 &#8211; E viva o site do TSE, viva a brilhante idéia de deixar o UOL baixar as informações e copiar deles, viva o desenhista que resolveu amontoar um monte de informação junta, viva o programador que escreveu um programa lento, viva o administrador de sistemas que montou um sistema de balanceamento de carga, mas que não gerou uma forma de obter acesso rápido entre as máquinas que procederiam com as atualizações, e claro, viva o webmaster que executou tudo isso, viu tudo isso acontecer, e se sentiu um lixo por não ter dado certo. Claro, devemos dar gloria também a quem será oficialmente penalisado por todos os problemas&#8230;</p>
<p>[]&#8216;s</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>5 October, 2008 @ 18:56 por Melanef</li>
	<li>5 October, 2008 @ 18:55 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>5 October, 2008 @ 17:42 por Melanef</li>
	<li>5 October, 2008 @ 17:36 por Melanef</li>
	<li>5 October, 2008 @ 17:33 por Melanef</li>
	<li>5 October, 2008 @ 17:26 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Eleições pt.1</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/10/04/eleicoes-pt1/</link>
		<comments>http://blog.melanef.com.br/2008/10/04/eleicoes-pt1/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 16:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[[lang_en][/lang_en][lang_pt]Eleições &#8230; chegando &#8230; ano sim, ano não, tem uma. E eu lembro como se fosse ontem que votei na minha primeira. Presidente, governador, senador, deputado federal e estadual. Anulei os dois últimos, votei nos tucanos para os dois primeiros, e, se não me fala a memória, Suplicy para o cargo do meio. Lembro ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[lang_en][/lang_en][lang_pt]Eleições &#8230; chegando &#8230; ano sim, ano não, tem uma. E eu lembro como se fosse ontem que votei na minha primeira. Presidente, governador, senador, deputado federal e estadual. Anulei os dois últimos, votei nos tucanos para os dois primeiros, e, se não me fala a memória, Suplicy para o cargo do meio. Lembro ainda que no dia que fui votar, era meu plantão em Caucaia (orfanato mantido pelo centro espírita que frequento, onde vou às vezes, mas antes ia com maior frequência para ajudar a cuidar das crianças), e por isso fui votar cedo. Não adiantou muita coisa, já que deu barbudo na Granja de novo. Andei procurando, e achei <a title="Eleições 2006" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2006/eleicoes/" target="_blank">aqui uma página histórica.</a></p>
<p>Bem, desta vez, as eleições são menos importantes. São para prefeitos e vereadores, apenas. Ou seja, só afeta a esfera do poder nos municípios. Mas mesmo assim, eu, no meu novo posto de Coordenador de Webmasters Folha Online (ui, da até gosto) to vendo que mesmo se tivesse uma simples votação para síndico do condomínio e a FOL cobrisse, ia ser o furdunço mór&#8230; e coloco os motivos aqui:</p>
<p>- <a title="Folha Online - Especial - 2008 - Eleições - Perfil" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/eleicoes/prefeitos/sp-sao_paulo-45-1.shtml" target="_blank">Fichas de todos os candidatos a prefeitos das capitais e vereadores do Rio e São Paulo;</a></p>
<p>- <a title="Folha Online - Especial - 2008 - Eleições - Busca de candidatos" href="http://cgi.folha.com.br/folha/especial/2008/eleicoes/busca.html" target="_blank">Sistema de busca dentre as páginas acima;</a></p>
<p>- <a title="Folha Online - Especial - 2008 - Eleições" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/eleicoes/" target="_blank">Página especial de Eleições 2008</a></p>
<p>Isso sem contar as vezes que estas páginas precisaram ser refeitas, e ainda tem que sair, para domingo, a página de apuração \o/</p>
<p>E limito-me a manifestar aqui apenas sobre as eleições mesmo &#8230; mesmo porque, nada de mais tem acontecido na vida &#8230; -.-&#8221;[/lang_pt]</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>4 October, 2008 @ 13:15 por Melanef</li>
	<li>4 October, 2008 @ 13:14 por Melanef</li>
	<li>3 October, 2008 @ 21:12 por Melanef</li>
	<li>3 October, 2008 @ 19:13 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Assalto a mão armada &#8211; VoF</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/10/01/assalto_a_mao_armada/</link>
		<comments>http://blog.melanef.com.br/2008/10/01/assalto_a_mao_armada/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 22:06:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Dessa vez o post não é meu no Verdadeiro ou Falso, e sim do Marcos, colega meu de trabalho. O texto, bem escrito (se considerar que o cara que escreveu é australiano), por sinal, e retrata um caso que pode (ou não) ser verdadeiro, como de costume. Confiram aqui (tem um link no &#8220;aqui&#8221;) o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dessa vez o post não é meu no Verdadeiro ou Falso, e sim do Marcos, colega meu de trabalho. O texto, bem escrito (se considerar que o cara que escreveu é australiano), por sinal, e retrata um caso que pode (ou não) ser verdadeiro, como de costume. Confiram <a title="Verdadeiro ou Falso - Assalto a mão armada" href="http://www.verdadeirooufalso.com.br/?p=7" target="_blank">aqui</a> (tem um link no &#8220;aqui&#8221;) o texto, e opinem se é verdadeiro ou falso&#8230;</p>
<p>Abraços,<br />
Amauri</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>4 October, 2008 @ 13:04 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>1 October, 2008 @ 19:06 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.melanef.com.br/2008/10/01/assalto_a_mao_armada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Chega de saudade</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/09/30/chega-de-saudade/</link>
		<comments>http://blog.melanef.com.br/2008/09/30/chega-de-saudade/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 01:53:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://melanef.com.br/blog/?p=85</guid>
		<description><![CDATA[Alto lá! Este título não prenuncia minha ida à Campina Grande ainda. Não tão cedo, não tão logo depois de ter voltado. A não ser que ela queira, lógico. O título, apenas para registrar uma obra prima: Chega de Saudade Tom Jobim Composição: Tom Jobim e Vinícius Vai minha tristeza, e diz a ela que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alto lá! Este título não prenuncia minha ida à Campina Grande ainda. Não tão cedo, não tão logo depois de ter voltado. A não ser que ela queira, lógico. O título, apenas para registrar uma obra prima:</p>
<blockquote>
<h2>Chega de Saudade</h2>
<h2 id="sz">Tom Jobim</h2>
<p id="cmp">Composição: Tom Jobim e Vinícius</p>
<p>
Vai minha tristeza,<br />
e diz a ela que <strong>sem ela não pode ser</strong>,<br />
diz-lhe, <strong>numa prece</strong><br />
<strong>Que ela regresse</strong>, porque <strong>eu não posso Mais sofrer</strong>.<br />
<strong>Chega, de saudade</strong><br />
a realidade, É que <strong>sem ela não há paz</strong>,<br />
<strong>não há beleza</strong><br />
<strong>É só tristeza e a melancolia</strong><br />
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai</p>
<p>Mas <strong>se ela voltar</strong>, se ela voltar,<br />
Que <strong>coisa linda</strong>, que coisa louca<br />
Pois <strong>há menos peixinhos</strong> a nadar no mar<br />
<strong>Do que os beijinhos</strong> que eu darei<br />
Na sua boca,<br />
<strong>dentro dos meus braços</strong><br />
Os abraços hão de ser milhões de abraços<br />
Apertado assim, colado assim, <strong>calado assim</strong><br />
<strong>Abraços e beijinhos, e carinhos</strong> sem ter fim<br />
<strong>Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim</strong>.<br />
<strong>Não quero mais esse negócio de você longe de mim&#8230;</strong></p></blockquote>
<p><center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AjLSivzCsMI&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/AjLSivzCsMI&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center></p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>30 September, 2008 @ 22:53 por Melanef</li>
	<li>30 September, 2008 @ 22:53 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rapidinha</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 23:53:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Tava dando uma passada rapidinha em alguns dos blogs daqui do lado, ó &#8211;&#62; quando eu vejo isto &#8230; boa diversão &#8230; vou ver se acho mais &#8220;gracinhas&#8221; para colocar aqui ainda hoje &#8230; EDIT: Mais uma&#8230; aqui, ó EDIT²: Dois vídeos que merecem um post: Post Revisions: 30 September, 2008 @ 21:07 [Autosave] por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tava dando uma passada rapidinha em alguns dos blogs daqui do lado, ó &#8211;&gt;</p>
<p>quando eu vejo <a title="Espelho dos Mundos" href="http://espelhodosmundos.blogspot.com/2008/08/mails-divertidos-2.html" target="_blank">isto</a> &#8230; boa diversão &#8230; vou ver se acho mais &#8220;gracinhas&#8221; para colocar aqui ainda hoje &#8230;</p>
<p>EDIT: Mais uma&#8230; <a title="Rafael Galvão" href="http://www.rafael.galvao.org/2008/09/essa-tal-etica-protestante-do-trabalho/" target="_blank">aqui, ó</a></p>
<p>EDIT²: Dois vídeos que merecem um post:</p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/A_t-GiTVmRo&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/A_t-GiTVmRo&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1lsy22BdJJA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/1lsy22BdJJA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>30 September, 2008 @ 21:07 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>30 September, 2008 @ 21:04 por Melanef</li>
	<li>30 September, 2008 @ 20:55 por Melanef</li>
	<li>30 September, 2008 @ 20:53 por Melanef</li>
	<li>30 September, 2008 @ 20:53 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Ohayo</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/09/28/ohayo/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 03:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>

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		<description><![CDATA[Boas a todos &#8230; saudações!! Estou de volta mas não se assustem, não voltei agora da Paraíba não. Cheguei em São Paulo na quarta, às oito e meia da manhã. E a viagem foi fod@ de boa. Diria que tem texto suficiente a ser escrito para este virar um post da série &#8220;Old Style: Very [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boas a todos &#8230; saudações!!</p>
<p>Estou de volta mas não se assustem, não voltei agora da Paraíba não. Cheguei em São Paulo na quarta, às oito e meia da manhã. E a viagem foi fod@ de boa. Diria que tem texto suficiente a ser escrito para este virar um post da série &#8220;Old Style: Very Long&#8221;. E vamos a isso&#8230; <span id="more-76"></span></p>
<p>Eu postei no Verdadeiro ou falso o texto abaixo, que eu espero que vocês tenham lido ò.ó:</p>
<blockquote><p>O tempo era chuvoso de onde ele partiu. E frio, por isso a blusa. E onde ele chegou estava quente, muito quente. O suficiente para acabar com o resfriado em alguns minutos. E ele desceu, caminhou como sempre, mas não se sentia mais o homem mais feliz do mundo. Sentia, sim, o peso do mundo nas costas. Cerca de duzentos passos separavam o avião da sala de desembarque.Os mais longos de todos.</p>
<p>Ele sabia que ela não viria. Não depois do que aconteceu: dois meses antes, ele a havia traído com a ex. Mas juraria de pé junto pelo resto da vida que outras coisas levaram ele a isto, o que, é óbvio, não justificavam o ocorrido. Mas em momento algum houve intenção de fazê-la sofrer. Ela, é claro, não o perdoou. Ou se perdoou, não o aceitou de volta.</p>
<p>E a distância já havia sido reduzida a nada. Ele aguardava que sua bagagem viesse pela esteira. E lá fora, no saguão, sua ex-sogra, alguém que agora ele poderia chamar de sua amiga, talvez o esperasse. Talvez não. A bagagem veio. E a palpitação também. Ele conseguia sentir o tremor percorrer-lhe o braço no instante em que esticou a mão para pegar a mala. A mesma mala das outras vezes. A mesma que já havia levado flores, bombons, um kimono, mas não era capaz de carregar a sua culpa.</p>
<p>Ele pegou-a. Tirou um dos fones da orelha. É falta de educação conversar com as pessoas sem pelo menos uma das vias auriculares totalmente livre. E para ele que era meio surdo, isso é, também, impossível. Não se deu ao trabalho de tirar os óculos escuros, mesmo sob a diferença de luminosidade. Preferia enxergar precariamente do que ser notado chorando.</p>
<p>Caminhou em direção à porta. Como de praxe, apresentou o bilhete da bagagem, que a gentil aeromoça prontamente conferiu e lhe desejou &#8220;boa tarde&#8221;. A porta se abriu, e ele andou. Andou e andou, e penetrou o mar de pessoas que esperavam pelos seus entes e amigos queridos. E ele evitou encarar aquela felicidade eufórica das pessoas que esperavam, e caminhou solitariamente pelo corredor de saída.</p>
<p>E foi aí! Foi exatamente neste ponto que ela correu pelo saguão como nunca. Correu porque estava lá! Correu porque ele veio. E o choque foi inevitável, mas não indesejável. E não teve como. Não houve ressentimento, mágoa, tristeza, angústia, solidão que resistisse àquele abraço. Eles se uniram novamente em um só como haviam sido cerca de quatro meses antes, na última vez que estiveram juntos como o que desejavam um ao outro: namorados.</p>
<hr size="1" />E aí ? O descrito acima é verdadeiro ou falso?</p></blockquote>
<p>Bem &#8230; e o que aconteceu em Campina Grande &#8230; não foi nem um pouco parecido com isso. Começou da seguinte forma:</p>
<p>Para começar que tava sol. Não estava calor, tava frio, mas tava sol. Depois que, no dia anterior à viagem, quando a minha sogra me ligou perguntando o horário, eu disse o horário errado. Erro este que ocorreu mais de uma vez, mais tarde explico melhor. Mas eu informei a ela que pousaria em Campina Grande às 16h30, e pronto. Acabou que o vôo não atrasou, o que foi um milagre, e eu pousei em Campina Grande às 15h20, em ponto. Óbviamente, não tinha ninguém me esperando. Eu que esperei. Esperei e esperei. Até que às 16h35, ela (a minha sogra) me ligou dizendo que estava em aula mas que logo logo iria me buscar. Ok, me consolei lendo o finzinho de Narnia (que fui terminar no sábado à noite). Por volta de cinquenta minutos depois, totalizando duas horas de espera, meu cunhado, Daniel, acompanhado da namorada, Carol, chegam para me pegar. Fomos para casa. Depois que eu descarreguei minha bagagem, esperei com minha sogra um pouco, até que fomos buscar Ela. Fomos buscá-la na escola. Lá chegando, o primeiro choque: ela nem sequer me abraçou. Tudo bem. Round um terminado.</p>
<p>Volta para casa, e eu me isolo com meu iPod junto à parede onde havia uma tomada e ele (o iPod) estava sendo recarregado. Lia Nárnia, ainda. Uma ou outra vez, ela tentou me tirar da minha apatia, e eu tentei convencê-la a voltarmos. Nada feito. Empate em zero a zero no placar geral de sexta-feira. Acho que o mais próximo dela que consegui chegar foi no momento de ajudá-la a pensar em como seria o cospobre (cosplay precário feito com baixíssimo custo) dela. Ela havia escolhido Trinity.</p>
<p>Sábado. Dia de evento. Vamos lá. Finalmente o primeiro contato com Leonardo, o Scorpion. Pivô de um par de brigas entre nós (Yasmin e eu), desejoso de que terminássemos o namoro, amante eterno da minha pequena. Aquele que jurou me dar uma lição caso eu fizesse algum mal à Yasmin. Pois eu fiz. E queria esta lição que ele me prometera. Seria como a desejada redenção, como no final de &#8220;O Caçador de Pipas&#8221;, quando Amir busca a luta contra Assef para libertar Sohra, filho de Hassan, e nesta luta, sente-se feliz, embora perca, por ter encontrado na dor, o castigo há tanto desejado por ter abandonado o amigo que muito sofrera por ele.</p>
<p>Eu fui com &#8220;sangue-nos-olhos&#8221;, como dizem. Eu queria, mas sabia que não poderia tumultuar o evento, por isso, fôssemos brigar, seria do lado de fora. E não o achei. Até que, depois de andar um pouco com Yasmin, ela se referiu a um rapaz careca com uma roupa estranha (uma imitação dos trajes típicos chineses, mas nas cores amarela e azul) pelo nome de Leonardo, e eu imaginei que fosse ele, e achei nele a face conhecida de uma foto velha, e esperei ela terminar. Ela disse o que precisava, aguardou a resposta, virou-se para sair. Era a minha deixa. Fui até ele, cheguei dizendo: &#8220;não vai me cumprimentar não?&#8221; e ele me deu a mão, que não apertou a minha, o que eu considero uma afronta das mais graves. E fui logo explicando o que eu queria: &#8220;Eu vim aqui com um propósito: vim para cobrar de você o que você me prometeu&#8221;, e ele disse não saber do que se tratava, e eu insisti: &#8220;Não lembra não? Você disse que se eu fizesse algum mal, você me faria pagar&#8221;. E mais uma vez, a desconversa, dizendo que não fui covarde, ou que não acreditava que tivesse sido, ou algo assim que não me lembro agora, e eu insistia, e ele negava, e isso durou uns cinco minutos. Até que ele virou e foi-se, e eu também, pois Yasmin me puxava, tremendo de raiva, e eu disse apenas uma última vez: &#8220;Aprenda a não prometer o que não pode cumprir!&#8221;.</p>
<p>A parte o ocorrido, a manhã de sábado perdeu qualquer clima possível. Fomos para casa almoçar. Minha cunhada tinha prova. E depois do almoço, foi fazer a prova. Enquanto isso, Ela preparou-se para o cospobre, e fomos de volta pro evento. Bem em tempo de se inscrever. E lá foi ela. Apresentação magnífica, mesmo sem ter ensaiado uma vez sequer o que fazer, todos os movimentos sairam precisos. Fiquei orgulhoso de ter participado disso. Depois do cosplay, tentei uma aproximação, que foi fortemente rejeitada. E no caminho de volta para casa, um desgaste mental tomou conta de mim, e junto dele, a apatia, melancolia e o desespero. Foi chegar e ir para o quarto, para um canto qualquer, onde eu pudesse me fechar, me isolar, sumir.</p>
<p>Felizmente, ela veio ter comigo. E a conversa não foi boa. Acho que foi a maior bronca que tomei na vida de alguém que não é parente direto meu. &#8220;Você acha que ta ajudando?!&#8221;, &#8220;Se você quer alguma coisa, tem que me conquistar, não ficar isolado no seu mundo com fones de ouvido&#8221;, &#8220;Bater nele não ia resolver nada, se quisesse bater em alguém, devia bater na menina com quem você ficou&#8221;, &#8220;Assim, parece que você não ta aqui&#8221;. Essas são só algumas amostras. Com isso, acho que reparei o que tava errado: eu tava recluso. Porque ela me conheceu numa fase boa, numa recuperação, num momento que eu estava expansivo e com alta extroversão. Bem, o que mudou ? Acho que com o &#8220;tropeço&#8221; na terceira vez que fui para lá, na qual brigamos bastante, e com esta &#8220;queda&#8221; agora, eu fiquei fechado. Me fechei, inclusive dela, por medo e por insegurança, por submissão, por falta de parâmetros.</p>
<p>Neste ponto em diante que recomeça a história: a partir deste momento, eu liguei o &#8220;turbo&#8221; dentro de mim: resolvi ativar a minha expansividade e extroversão e canalizar toda a minha força de vontade para isso. Decidi que é o que eu queria, e é o que eu ia conseguir. Em menos de vinte e quatro horas, quando perguntei a ela, parecia já haver mudança significativa no meu comportamento. &#8220;Que bom, estou no caminho certo&#8221;.</p>
<p>O dia seguinte não teve nada demais na parte da manhã, e na parte da tarde, preparação para o cosplay de Athena, aquele mesmo, o que ela usava quando a conheci. Chegamos ao evento atrasados porque o cabelo dEla demorou a ficar pronto. Com isso, ela não participou da apresentação cosplay. E foi mais ou menos neste instante que, como um vulcão entrando em erupção dentro de mim, o desespero pelo fato do evento estar chegando ao fim tomou conta deste que vos escreve: enquanto acontecia uma apresentação, chamei-a de lado e pedi que ficasse comigo. E ela, óbviamente, negou. Não me conformava. Passaram mais algumas apresentações.</p>
<p>Iria começar o a etapa do circuito Nordeste do WCS (World Cosplay Summit), e por isso, um casal de cosplayers pediu que eu olhasse sua bagagem. Havia uma senhora no mesmo local, guardando a mochila de outros cosplayers. Neste momento, eu simplesmente não pensei, deixei meus impulsos me levarem. Pedi à gentil senhora que segurasse o báculo de Athena e olhasse à minha mochila, junto da bagagem dos cosplayers também, pois eu iria fazer algo inédito. Corri pelo anfi-teatro, e subi pelo canto do palco, chamei o organizador do evento, Harley, de quem pedi um favor. &#8220;Olha, eu vou te pedir algo, e pode ser que você me negue este algo que vou pedir, e pode ser que eu faça a maior merd@ da minha vida, e que eu nem consiga concretizar isso, mas o que eu quero é o seguinte: eu preciso subir ao palco por alguns instantes para dizer algo com o microfone&#8221;. Ele, imaginando do que se tratava, permitiu a minha intromissão. E quando a apresentação corrente se encerrou, fui anunciado. Subi, peguei o microfone e não pestanejei:</p>
<blockquote><p>&#8220;Boa noite, Encontro Nipon!! Meu nome é Amauri de Melo Junior, eu tenho dezenove anos, sou de São Paulo, já fui DJ da rádio AniMiX, trabalho no meio de mídia como Coordenador de Webmasters do site Folha Online, e eu pedi para falar, porque há uns três meses, dois meses e meio, eu fiz a maior babaquice da minha vida, e uma pessoa sofreu muito com isso, e eu to aqui admitindo isso perante todos vocês&#8230; Yasmin, me desculpa!&#8221;</p></blockquote>
<p>Depois disso, me limitei a voltar para o meu posto de Staff da Athena até o fim do evento. Mais tarde, ela me perguntou porque eu havia feito aquilo, e eu disse que havia sido movido pelo desespero. Desespero de quê? De perdê-la.</p>
<p>Na noite deste dia, havia, claramente, um progresso. Já me era permitido tocar-lhe para fazer carinho em alguns momentos. Como, por exemplo, quando estávamos vendo um filme no sofá, e ela acabou dormindo com meu carinho no braço e uma massagem no pé.</p>
<p>A segunda e terça feira foram marcadas por estudo intenso de matemática. Justamente o que eu mais sei de matemática: Logaritmos. Isso foi um grande trunfo, já que me permitiu aproximar-me ainda mais dela, de modo que na manhã de terça, ela já se permitia encostar-se em mim. Na tarde de segunda mesmo, Daniel resolveu sair comigo, e me levou para conhecer algumas softhouses e a área de tecnologia da UFCG. Seria isso um lobby para eu mudar para Campina Grande ? Isso, aliado à vontade que me dá neste momento de sair de casa, é bem tentador.</p>
<p>Na terça, em três momentos diferentes do dia, a glória suprema: um beijo selinho concedido de bom grado sem que ninguém visse. Os momentos foram quando ela conseguiu resolver um exercício de logaritmo; o segundo, quando eu pedi, já que estávamos nos arrumando para ela ir para a prova dela e eu para o aeroporto; e o último, quando eu havia perdido o vôo e estávamos aguardando para eu ir para João Pessoa, de onde peguei avião para São Paulo.</p>
<p>Sim, eu perdi o vôo, porque achei que o vôo decolava às 16h30, assim como achei que chegaria neste horário, não sei o que me deu na cabeça para imaginar este número, mas eu poderia jurar. Isso me rendeu umas três horas a mais na companhia dEla. Juro que valeu a pena. Inclusive o preço da passagem adicional.</p>
<p>Cheguei em São Paulo com algumas conclusões, destas, algumas compartilhadas com Yasmin:</p>
<ol>
<li>Foi, de longe, a minha melhor ida a Campina Grande, pois pela primeira vez eu fui embora melhor do que cheguei;</li>
<li>Bem, se antes, tudo estava terminado para sempre, agora estamos &#8220;em cima do muro&#8221;;</li>
<li>Eu percebi o quanto eu amo esta menina/mulher, e percebi que faria tudo, mas tudo mesmo por ela, inclusive abrir mão do que há de mais sagrado na minha vida, seja o que for, porque, pelo menos atualmente, eu estou julgando que isto valha a pena.</li>
<li>Eu criei mais do que conhecidos em Campina Grande, ganhei alguns amigos. Alguns deles são amigos da minha namorada, outros são parentes dela.</li>
</ol>
<p>É isso ae. Fico por aqui porque acho que já escrevi bastante, né?</p>
<p>Boa noite, cuidem-se todos.</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>28 September, 2008 @ 14:33 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>28 September, 2008 @ 0:57 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Verdadeiro ou Falso</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/09/17/verdadeiro-ou-falso/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 02:17:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escrevo aqui para divulgar o site Verdadeiro ou Falso, do qual faço parte. Lá, eu e meu colega escrevemos fatos que podem ou não ser verdadeiros e deixamos que os leitores julguem se é real ou fictício. Abraços, Post Revisions: 1 October, 2008 @ 19:15 [Autosave] por Melanef 17 September, 2008 @ 23:17 por Melanef [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevo aqui para divulgar o site <a title="Verdadeiro ou Falso" href="http://www.verdadeirooufalso.com.br/?p=18" target="_blank">Verdadeiro ou Falso</a>, do qual faço parte. Lá, eu e meu colega escrevemos fatos que podem ou não ser verdadeiros e deixamos que os leitores julguem se é real ou fictício.</p>
<p>Abraços,</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>1 October, 2008 @ 19:15 [Autosave] por Melanef</li>
	<li>17 September, 2008 @ 23:17 por Melanef</li>
	<li>17 September, 2008 @ 23:13 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>De volta, sacou?!</title>
		<link>http://blog.melanef.com.br/2008/09/17/de-volta-sacou/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 21:31:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Melanef</dc:creator>
				<category><![CDATA['Bout Me]]></category>
		<category><![CDATA[Staff]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, eu voltei! Voltei porque tomei vergonha na cara e resolvi usar um domínio &#8220;.com.br&#8221; mesmo ao invés de tentar conquistar de volta o meu domínio &#8220;.com&#8221;. Claro que não vou deixar barato e vou correr atrás do meu &#8220;.com&#8221; também, mas queria postar, e atualizar o WordPress e postar via iPod Touch, sim, porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, eu voltei!</p>
<p>Voltei porque tomei vergonha na cara e resolvi usar um domínio &#8220;.com.br&#8221; mesmo ao invés de tentar conquistar de volta o meu domínio &#8220;.com&#8221;. Claro que não vou deixar barato e vou correr atrás do meu &#8220;.com&#8221; também, mas queria postar, e atualizar o WordPress e postar via iPod Touch, sim, porque agora eu tenho um destes (imagem de um randômico abaixo).</p>
<div class="wp-caption center" style="width: 416px"><img title="iPod Touch" src="http://shelbyworld.files.wordpress.com/2008/03/imagem_ipod_touch011.jpg" alt="Exemplar de iPod Touch, igual ou similar ao que comprei." width="406" height="506" /><p class="wp-caption-text">Exemplar de iPod Touch, igual ou similar ao que comprei.</p></div>
<p>Além disso, muita coisa rolou nestes mais de dois meses que estive fora. Teve Anime Friends, que teve tudo para ser inesquecível, e ao mesmo tempo, tudo para nunca mais ser relembrado. Teve Super Hero Con que, sem dúvida, eu gostaria de não ter vivido daquela forma, eu gostaria é de poder voltar no tempo e ter a oportunidade de viver o SHC de outra forma. Teve rompimento de namoro, teve descoberta bizarra, teve um mês de Freelance no Guia da Folha Online, teve promoção a Coordenador de Webmasters, teve projeto novo, houveram as Olimpíadas, Eleições chegando, e eu devia ta trabalhando no especial de Eleições.</p>
<p>Vixe, se eu for colocar tudo aqui, vocês me matam. E acho que já vai ter leitor put0 da vida porque eu voltei escrevendo na primeira pessoa, como se estivesse conversando com vocês, como se estivesse conversando com algum amigo que não vejo há muito tempo, etc e tal. E por isso mesmo, vou me já. Enquanto não voltar a escrever como antes, deixo vocês com posts breves só para mantê-los atualizados.</p>
<p style="text-align: left;">Abraços,<br />
Amauri</p>
<div class="post-revisions">	<h4>Post Revisions:</h4><ul class='post-revisions'>
	<li>17 September, 2008 @ 18:31 por Melanef</li>
	<li>17 September, 2008 @ 18:31 por Melanef</li>
</ul></div>]]></content:encoded>
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